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PERIGO NA DETONAÇÃO DE ROCHAS: ULTRA LANÇAMENTO DE ROCHAS (FLYROCK)

PERIGO NA DETONAÇÃO DE ROCHAS: ULTRA LANÇAMENTO DE ROCHAS (FLYROCK)

INTRODUÇÃO

Flyrock

Arremesso de fragmentos de rocha decorrente do desmonte com uso de explosivos que pode viajar a distâncias superiores da área de segurança explosão podendo resultar em lesões humanas, mortes e danos estruturais.

Apesar do fato do flyrock consumir apenas 1% da energia explosiva utilizada numa detonação, seu efeito é de natureza mais grave em comparação a outros efeitos, tais como, as vibrações provenientes da detonação que se propagam pelo solo, em virtude dos danos que pode provocar.

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Vários estudos têm sido feitos no sentido de se conhecer e prever a distância máxima de projeção:

·        Relações empíricas

Várias relações empíricas foram estabelecidas para prever o flyrock resultante de uma detonação, no entanto, os métodos empíricos existentes consideraram apenas um número limitado de parâmetros eficazes sobre a distância de flyrock, ao passo que esse fenômeno também é afetado por outros parâmetros, tais como a geometria da detonação e condições geológicas.

·        Métodos de caráter estatísticos, tais como a regressão múltipla Têm chamado a atenção principalmente devido à sua facilidade de uso. No entanto, a implementação dos métodos de previsão de regressão não é confiável, se os novos dados obtidos forem muito diferentes dos dados originais, fazendo com que a forma da equação obtida tenha que ser constantemente atualizada.

           Redes neurais artificiais (RNAs)

 Tem sido relatado bons resultados em muitos estudos, mas ainda existem algumas limitações.

Assim, apesar de estar havendo progressos significativos nesta área de estudo, muitos acidentes com flyrock continuam a acontecer.

MECANISMOS DO FLYROCK

 O FLY ROCK proveniente de uma detonação pode resultar de três mecanismos chaves:

 - Falta de confinamento da energia na coluna explosivo.

-  Carga insuficiente para o diâmetro do furo

-  Zona de fraqueza da rocha

 

     A-   Rompimento prematuro de parte da face: As condições de carga geralmente controlam a distâncias de lançamento do flyrock da frente de detonação.

       B-   Formação do efeito cratera: Se a relação entre a altura do tampão e o diâmetro do furo for muito pequena ou a região do colar do tampão for fraca o flyrock pode ser projetado em qualquer direção.

       C-  Ejeção prematura do tampão:A relação comprimento do tampão x diâmetro do furo é suficiente para evitar a formação do efeito cratera, mas se o material utilizado no tampão não for adequado ou ainda seu comprimento também não for adequado poderá haver a geração de flyrock.

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O ERRO HUMANO

O erro humano também é um dos fatores que conduzem acidentes com flyrock em detonações de rocha e, portanto, todo o acidente com explosivos deve ser amplamente investigado, aprendendo-se com as informações provenientes da mesma de forma a melhorar desempenho, procedimentos operacionais, regras de conduta e processos.

A prevenção do Flyrock deve ser gerenciada de forma proativa, incluindo a identificação e análise de eventos precursores. Todas as medidas necessárias e pertinentes devem ser tomadas para se prevenir e evitar erros sistemáticos e práticas inadequadas de trabalho que possam vir a resultar em acidentes com flyrock.

 

MEDIDAS PREVENTIVAS

 Sua prevenção dá-se através da elaboração de um bom plano de fogo

  • Deve haver um planejamento cuidadoso antes de detonar.
  • O blaster deve assegurar que a zona de perigo esteja sem a presença de trabalhadores e seja mantida limpa durante a operação de detonação.
  •  Sempre que possível os furos carregados devem ser cobertos por esteiras de pneus ou outro material adequado para ajudar a conter material que por ventura esteja solto na bancada.
  • Usar sempre material adequado no tampão para melhor o confinamento do explosivo
  •  Usar tempos adequados de retardamento na linha e entre linhas
  • O Blaster precisa examinar visualmente e\ou fazer a perfilagem da face para descobrir estas zonas de fraqueza, ultra quebra; concavidades, juntas e saliências.
  • Evitar sobrecarga de explosivos no furo e na bancada (usar a razão de carga adequada)
  •  Limpe a superfície da bancada, retirando pedras soltas que possam facilmente serem ejetadas pelos gases da detonação que saem pelo colar do tampão
  •  Evite usar um comprimento do tampão menor do que a distância do afastamento. Um tampão de comprimento curto pode criar o efeito cratera.
  • Use um material bom como tampão. Não use material fino proveniente da perfuração.
  • Verifique se o plano de perfuração está correto e que os furos estão perfurados com inclinação correta
  • Projete o plano de fogo de modo que cada furo tenha quebra livre e o tempo adequado de retardo uns em relação aos outros.
  • Verifique se há a presença de zonas incompetentes e vazios e carregue com cuidado, tampone as partes incompetentes dos furos.
  • Carregue a primeira linha com cuidado. Verifique a presença de afastamentos curtos em virtude de ultra quebra provocada pela detonação anterior

HISTÓRICO DE ALGUNS ACIDENTES COM FLYROCK

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REFERÊNCIAS:

U.S Department Of Labor – Mine Safety and Health Administration – Fatalgrams and fatal Reports

Impactos ambientais associados a desmonte de rocha com explosivos - Gilda Carneiro Ferreira; Elias Carneiro DAITX; Caetano Dallora Neto – São Paulo, UNESP, Geociências, v.25, n.º 4, p. 467-473, 2006.

Desmonte de rocha com técnicas de produção mais limpa: uma contribuição para a saúde do trabalhador-  Júlio Cesar de Pontes; José Lins Rolim Filho; José Adailton Lima Silva; Monalisa C. S. Medeiros; Vera Lúcia Antunes de Lima.- Estudos Geologicos v. 22(2) 2012-               www.ufpe.br/estudosgeologicos

G1 Explosões em pedreira colocam em risco moradores de Salto de Pirapora notícias em Sorocaba e Jundiaí - 21/10/2014 21h20 Atualizado em 21/10/2014 21h20 - http://g1.globo.com/saopaulo/sorocabajundiai/noticia/2014/10/explosoesempedreiracolocamemriscomoradoresdesaltodepirapora. Html

Pedreira é interditada após acidente que matou jovem em São José Notícias do Dia Online. http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/159254empresaresponsavelpelaexplosaodapedreiraquematouumjovememsaojosefoiinterditada.

1988 - Olofsson - Applied Explosives Technology for Construction and Mining

 

 Research Article - A Novel Approach for Blast-Induced Fly rock Prediction Based on Imperialist Competitive Algorithm and Artificial Neural Network –Aminaton Marto, Mohsen Hajihassani,Danial Jahed Armaghani,Edy Tonnizam Mohamad, and Ahmad MahirMakhtar - The Scientific World Journal

Hard Rock Quarry Seismicity and Face Bursting Flyrock Range Prediction in the Granite and Migmatites Rocks of North Central Nigeria C. L. Eze.*, U. U. Usani ** *(Institute of Geosciences and space Technology, Rivers State University of Science and Technology, Port Harcourt, Nigeria)  ** (Department of Geography, Nigerian Defence Academy, Kaduna, Nigeria)- C. L. Eze Int. Journal of Engineering Research and Applications www.ijera.com ISSN : 2248-9622, Vol. 4, Issue 12( Part 2), December 2014, pp.01-06

ENVIRONMENTAL AND SAFETY ACCIDENTS RELATED TO BLASTING OPERATION - Lazar Kricak, Vladislav Kecojevic,Milanka Negovanovic, Ivan Jankovic and Dario Zekovic - American Journal of Environmental Science, 2012, 8 (4), 360-365  ISSN: 1553-345X ©2012 Science Publication doi:10.3844/ajessp.2012.360.365 Published Online 8 (4) 2012 (http://www.thescipub.com/ajes.toc)

An Analysis and Prevention of Flyrock Accidents in Surface Blasting Operations - by T. S. Bajpayee, Harry C. Verakis, and Thomas E. Lobb

 ROCK BLASTING and the COMMUNITY

Boy Killed by Flyrock; Va. Residents Cite Flawed Regs Winds of Change, February 2005 - Http://ohvec.org/newsletters/woc_2005_02/article_15.html

http://www.killthealbionquarry.org/DEATHFROMTHESKYFLYROCK.

 DMM Safety Alert:  Flyrock Impacting Highways – Virginia Department of Mines Minerals and Energy.

Flyrocks Issues from Quarry Blasting – By Ir. Look Keman Sahari – Jurutera November 2013.

Hazard Alert - POSTER # 94-13 – Archival Collection of WCB Health and Safety posters – 1969.

DANGERS POSED TO HIGHWAY 7 BY HIDDEN QUARRY FLYROCK - WILLIAM HILL P. ENG. FOR WILLIAM HILL MINING CONSULTANTS LIMITED December 10, 2013

 

 

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ASMA RELACIONADA AO TRABALHO

ASMA RELACIONADA AO TRABALHO

O que é a asma ocupacional?

A asma é uma doença pulmonar caracterizada por episódios recorrentes de aperto no peito aperto, chiado, tosse e falta de ar. Ela está associada com o meio ambiente, genética e outros fatores.

Como ela ocorre?

 

Na ilustração abaixo podemos ver  a estrutura do lado esquerdo é uma via aérea normal e saudável. Num ataque de asma os músculos ao redor da vias aéreas são apertados, causando menos circulação de ar. O Inchaço também diminui as vias respiratórias, provocando muco e entupindo-a, conduzindo a doença.

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Como ela se divide?

A asma relacionada ao trabalho pode ser classificada em dois tipos: asma agravada pelo trabalho e asma ocupacional; de acordo com o conhecimento da etiologia e fisiopatologia (Tabela 1).

Tabela 1 – Tipos de Asma Relacionada ao trabalho

Asma Relacionada ao Trabalho

 

1 – Asma agravada pelo trabalho

Pacientes com asma preexistente ou concomitante, que não se iniciou por exposição ao local do trabalho, porém torna-se pior pelo ambiente ocupacional.

 

 2 – Asma ocupacional

2.1 – Síndrome da Disfunção Reativa da Vias Aéreas (RADS) (Asma Induzida por Irritantes)

2.2 Asma Ocupacional Alérgica (Asma Ocupacional associada à latência)

      2.2.1 – Causada por substâncias de alto peso molecular

      2.2..2 – Causada por substâncias de baixo peso molecular.

 

Quais são os principais fatores que predispõem a asma agravada pelo trabalho?

 

 - Fatores ligados ao local do trabalho – exposição a substâncias químicas e suas concentrações; não observância das condutas de segurança; má higiene industrial;

 - Variantes climáticas – altos níveis de poluentes oxidantes; inversões térmicas; condições do vento; alérgenos sazonais;

-  Fatores genéticos – polimorfismo alélico associado a atopia;

-  Fumo – tabagismo e outras drogas como a maconha cujo consumo, mesmo de alguns poucos cigarros, pode causar severo dano epitelial e o crack;

- Infecções respiratórias – virais, Clamydia ou Mycoplasma, sinusites infecciosas;

Hiper-responsividade brônquica não-específica;

-  Diversos – sensibilidade à aspirina, refluxo gastresofagiano, efeitos adversos de certos medicamentos como inibidores da ACE e ß-bloqueadores.

   Quais são os agentes industriais que mais causam a Síndrome da Disfunção Reativa da Vias Aéreas (RADS) (Asma Induzida por Irritantes)?

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Quem está mais predisposto a ter asma ocupacional?

 Qualquer um pode estar em risco de ter asma relacionada ao trabalho. O fator de risco mais importante é a exposição à substância que gera a asma. Estudos em indústrias de alto risco descobriram que quanto maior o risco de exposição, maior a prevalência WRA. Entretanto em alguns casos, quando vários trabalhadores experimentam o mesmo nível de exposição, apenas uma proporção pequena desenvolve WRA, sugerindo que fatores individuais do trabalhador podem desempenhar uma regra A predisposição genética ao desenvolvimento de anticorpos IgE para os alérgenos (atopia) é o principal fator que predispõe a pessoa a desenvolver asma (especialmente WRA que é desencadeada pelo sistema imunológico). Além disso, a incidência de WRA varia de indústria para indústria dependendo dos tipos de produtos químicos utilizados:

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Como a asma ocupacional é diagnosticada?

 A asma é diagnosticada por exclusão de outras condições e pela aquisição de uma história de sintomas recorrentes tais como tosse, chiado, aperto no peito e falta de respiração, bem como obstrução ao fluxo aéreo reversível revelado através de uma função test.1,3 espirometria pulmão WRA é um desafio de diagnosticar porque é difícil diferenciar ambiental por exposições ocupacionais, e porque WRA parece e funciona como outro as formas de asma. No entanto, o diagnóstico é fundamental desde WRA é caro para o tratamento, prevenida, e pode ser parcialmente ou completamente invertida se coincide com o diagnóstico precoce control.2 exposição adequada Um médico pode ajudar a identificar WRA, perguntando sobre a asma sintomas e no local de trabalho actividades. O diagnóstico é suportado por evidências de uma associação entre a via aérea obstrução e local de trabalho exposição (s). Um diagnóstico WRA deve ser considerada em todos os casos de novos casos ou substancialmente deteriorando os sintomas da asma em adults.3 trabalhando

 Quais são as principais recomendações de prevenção em relação a asma ocupacional?

 Asma relacionada ao trabalho é evitável com a prevenção primária, secundária e terciária. A atividade de prevenção primária  procura  eliminar o risco de WRA antes que ele realmente ocorra. A atividades de prevenção secundária incluem exames para detectar WRA para que sejam feitas intervenções imediatas que possam controlar a doença e minimizar o seu impacto caso venha a ocorrer. Por último, as atividades de prevenção terciária ajudam a diminuir o impacto. Na Tabela 2 apresentamos exemplos de uma abordagem da WRA como forma de prevenção.

Tabela 2:

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 * pode ser antiético e ilegal.

** desde que os trabalhadores tenham os sintomas há menos de um ano e tenham feito acompanhamento 

Onde posso obter maiores informações sobre a asma ocupacional?

- Um dos principais recursos de informação é WRA http://www.asmanet.com/asmapro/asmawork.htm#start. Ela inclui informações categorizadas por ocupação ou nome da substância; por profissão; trabalhos específicos, agentes, incidência; condições de trabalho que causaram WRA, sintomas, informações de diagnóstico e referências.

- portal da Asmanet ou

-  através da publicação inglesa "Asthmagen" do Health and Safety Executive (HSE).

 Fonte:

DHS: PUBLIC HEALTH DIVISION - Putting Data to Work - Oregon Worker Illness and Injury Prevention Program (OWIIPP) - Oregon Department of Human Services, Public Health Division, Office of Environmental Public Health Toxicology, Assessment & Tracking Services Section (TATS)

 

Asma Brônquica/Asma Ocupacional :Dr. Pierre d'Almeida Telles Filho - http://www.asmabronquica.com.br

 

ASMA OCUPACIONAL: O que causa e atividades ocupacionais prevalentes - Ana Paula Scalia Carneiro

 

Serviço Especializado em Saúde do Trabalhador SEST MG- Hospital das Clínicas UFMG 27ª Jornada da AMIMT BELO HORIZONTE 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Entendendo as lesões por esforços repetitivos e os distúrbios osteo musculares relacionados ao trabalho LER/DORT

Entendendo as lesões por esforços repetitivos e os distúrbios osteo musculares relacionados ao trabalho  LER/DORT

 O que são?

 As lesões por esforços repetitivos e os distúrbios osteomusculares re­lacionados ao trabalho são, por definição, um fenômeno relacionado ao trabalho (KUORINKA; FORCIER, 1995). Ambos são danos decorren­tes da utilização excessiva, imposta ao sistema musculoesquelético, e da falta de tempo para recuperação. Caracterizam-se pela ocorrência de vários sintomas, concomitantes ou não, de aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores, tais como dor, parestesia, sensa­ção de peso e fadiga. Abrangem quadros clínicos do sistema muscu­loesquelético adquiridos pelo trabalhador submetido a determinadas condições de trabalho.

 As Lesões por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), como são denominados pelo Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e pelo Ministério da Saúde (MS), constituem-se num dos mais sérios problemas de saúde enfrentados pelos trabalhadores e sindicatos nos últimos anos no Brasil e no mundo.

 A sigla LER foi criada para identificar um conjunto de doenças que atingem músculos, tendões e nervos, geralmente em membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraços, braços e pescoço) e tem relação direta com as condições de trabalho. Pode ocorrer também em membros inferiores (pernas) e coluna vertebral. São inflamações e lesões provocadas por atividades do trabalho, que exigem do trabalhador realizar suas tarefas em condições que não são ergonômicas (por exemplo, trabalhar fazendo força física, posições incômodas e inadequadas, repetitividade entre outros fatores).

Qual a origem desta patologia ocupacional?

 São reflexos diretos das mudanças ocorridas nas condições e ambientes de trabalho, com a introdução de processos automatizados, aumento do ritmo de trabalho, novas formas de gestão com ênfase na produtividade e lucro, desencadeando maior pressão para a execução das tarefas. Isso sem mencionar a redução dos postos de trabalho, o que vem provocando cada vez mais competição entre os próprios trabalhadores.

Quando no Brasil este fenômeno passou a se denominar LER / DORT?

 A partir da Instrução Normativa 98 do INSS (IN 98), este fenômeno passou a ser chamado de LER/DORT. Assim, as LER/DORT abrangem doenças relacionadas a estrutura músculo esquelético cuja ocorrência é decorrente de sobrecarga no trabalho.

 Quais as doenças podem relação com o trabalho e podem ser consideradas LER/ DORT, conforme avaliação médica?

 Entidades neuro-ortopédicas definidas como tenossinovites, sinovites e compressões de nervos periféricos podem ser identificadas ou não. São comuns a ocorrência de mais de uma dessas entidades nosológicas e a concomitância com quadros inespecíficos, como a síndrome mio­fascial. Frequentemente são causas de incapacidade laboral temporá­ria ou permanente.

 

Doença

Descrição

Tenossinovite

Inflamação de tecido que reveste os tendões.

Tendinite

Inflamação dos tendões.

Epicondilite

Inflamação de tendões do cotovelo.

Bursite

Inflamação das bursas (pequenas bolsas que se situam entre os ossos e tendões das articulações do ombro).

Miosites

Inflamação de grupos musculares em várias regiões do corpo.

Síndrome do Túnel do Carpo

Compressão do nervo mediano ao nível do punho.

Síndrome Cervicobraquial

Dor difusa em membros superiores e região da coluna cervical.

Síndrome do Ombro Doloroso

Compressão de nervos e vasos na região do ombro

Cisto Sinovial

Tumoração esférica no tecido perto da articulação ou tendão.

Doença de Quervain

Inflamação da bainha de tendões do polegar.

1.     Como é feito o diagnóstico desta doença?

 O diagnóstico desta doença, segundo as normativas da Previdência Social e do Ministério de Saúde é clínico. Isto significa dizer que basta um médico especializado, que conheça sobre a doença, examinar as pessoas corretamente, para que se tenha um diagnóstico. Os exames subsidiários, como por exemplo, ultrassom, radiografia, eletroneuromiografia ou ressonância magnética podem auxiliar neste processo de diagnóstico.

O Ministério da Saúde publicou o PROTOCOLO DE COMPLEXIDADE DIFERENCIADA 10  – Saúde do Trabalhador em 2012 – Dor Relacionada ao Trabalho - Lesões por esforços repetitivos (LER) Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort) que orienta o diagnóstico clinico.

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 Como é feito o tratamento?

 O afastamento do trabalho é muitas vezes obrigatório pois significa poupar o trabalhador da exposição aos fatores de risco (esforços repetitivos, pressões, excessos no ritmo e na jornada de trabalho) e propiciar-lhe maior disponibilidade de tempo para realização do tratamento.

O tratamento dos pacientes com LER deve ter como objetivo melhorar sua qualidade de vida, propiciar alívio dos sintomas (sobretudo da dor) e recuperar a capacidade do trabalho.

Vários recursos terapêuticos podem ser utilizados, entre eles medicamentos, homeopatia, acupuntura, fisioterapia, eletrotermoterapia, massoterapia, técnicas de terapias corporais, psicoterapia individual e em grupo, biodança, yoga, técnicas de respiração adequada, etc.

As imobilizações (colocar gesso, tala gessada ou as “munhequeiras”) têm indicações bastante restritas e não devem ocorrer por períodos prolongados, pois favorecem o surgimento de outros problemas no membro afetado. O uso de órtese de posicionamento deve ser cuidadoso e orientado por profissional competente.

Quais são os fatores de risco?

 

·        Trabalho automatizado onde o trabalhador não tem controle sobre suas atividades.

·        Trabalho onde os funcionários têm que manter uma posição inadequada para produzir.

·        Obrigatoriedade de manter o ritmo de trabalho acelerado para garantir a produção.

·        Trabalho fragmentado em que cada um exerce uma única tarefa de forma repetitiva.

·        Trabalho sob pressão permanente das chefias.

·     Quadro reduzido de funcionários, intensificação do trabalho com jornada prolongada e frequente realização de horas extras.

·        Ausência de pausas e micro pausas durante a jornada de trabalho.

·        Trabalho realizado em ambientes frios, ruidosos e mal ventilados.

·        Mobiliário inadequado, que obriga a adoção de posturas incorretas do corpo durante a jornada de trabalho.

·        Equipamentos e máquinas com defeitos ou mal adaptadas ao posto de trabalho. 

 

 

Como prevenir as LER / DORT?

                  Através da reestruturação do processo de trabalho:

 

·        Controle do ritmo de trabalho pela pessoa que o executa

·        Diminuição da jornada de trabalho com eliminação das horas extras.

·        Pausas e micro pausas durante a jornada de trabalho para que músculos e tendões descansem, sem que por isso haja aumento do ritmo ou do volume de trabalho.

·        Adequação dos postos de trabalho para evitar a adoção de posturas corporais incorretas.

·        O mobiliário e as máquinas devem ser ajustados às características físicas individuais dos trabalhadores.

Observação: Desde 2000, o último dia do mês de fevereiro, é considerado Dia Internacional do Combate às Lesões por Esforços Repetitivos (LER), ou Distúrbios Ósteo Musculares Relacionados ao Trabalho (DORT) como são conhecidos, agora, no Brasil.

Fontes:

Doenças e Acidentes de Trabalho – LER / DORT - Sindicato Químicos Unificados - 2008

      Ministério da Saúde -  PROTOCOLO DE COMPLEXIDADE DIFERENCIADA  10 – Saúde do Trabalhador em 2012 – Dor Relacionada ao Trabalho - Lesões por esforços repetitivos (LER) Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort).

      http://sindicomerciarios.org.br/site/index.php/k2-component/destaques/item/341-dia-internacional-de-combate-e-prevencao-as-ler-dort Campinas - Osasco - Vinhedo

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AIDS: brasileiros desprevenidos!

AIDS: brasileiros desprevenidos!

Atualmente há no país cerca de 734.000 pessoas convivendo com HIV e Aids, o correspondente a 0,4% da população brasileira. Desse total, 80% tiveram a doença diagnosticada, de modo que um em cada cinco não sabe que é portador do vírus.

 Um levantamento conduzido pelo Departamento de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Editora Abril, que edita VEJA, revelou que a imensa maioria dos brasileiros sabe como o vírus é transmitido e como se proteger, mas muita gente ainda dispensa o uso do preservativo e não tem o costume de fazer o teste de HIV.

Pesquisa de comportamento: AIDS

clique e acesse a pesquisa completa Pesquisa Atitude Abril - Aids

Agora, discriminar é crime no Brasil !

 Foi publicada no Diário Oficial a Lei nº 12.984, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, que torna crime em todo o País a discriminação dos portadores de HIV e doentes de aids. A partir de agora, é crime punível com reclusão de até quatro anos e multa as seguintes condutas discriminatórias contra as pessoas que vivem com HIV/aids em razão da sua condição de portador ou de doente:

I - recusar, procrastinar, cancelar ou segregar a inscrição ou impedir que permaneça como aluno em creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado;

II - negar emprego ou trabalho;

III - exonerar ou demitir de seu cargo ou emprego;

IV - segregar no ambiente de trabalho ou escolar;

V - divulgar a condição do portador do HIV ou de doente de aids, com intuito de ofender-lhe a dignidade;

VI - recusar ou retardar atendimento de saúde. 

A nova lei federal vem ao encontro da Resolução nº 1.665, de 7 de maio 2003, do Conselho Federal de Medicina, e da Lei Estadual de São Paulo nº 11.199, de 12 de julho de 2002, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin. No Estado de São Paulo, já entendia-se ser discriminação:

I - solicitar exames para a detecção do vírus HIV ou da AIDS para inscrição em concurso ou seleção para ingresso no serviço público ou privado;

II - segregar os portadores do vírus HIV ou às pessoas com AIDS no ambiente de trabalho;

III - divulgar, por quaisquer meios, informações ou boatos que degradem a imagem social do portador do vírus HIV ou de pessoas com AIDS, sua família, grupo étnico ou social a que pertença;

IV - impedir o ingresso ou a permanência no serviço público ou privado de suspeito ou confirmado portador do vírus HIV ou pessoa com AIDS, em razão desta condição;

V - impedir a permanência do portador do vírus HIV no local de trabalho, por este motivo;

VI - recusar ou retardar o atendimento, a realização de exames ou qualquer procedimento médico ao portador do vírus HIV ou pessoa com AIDS, em razão desta condição;

VII - obrigar de forma explícita ou implícita os portadores do vírus HIV ou pessoa com AIDS a informar sobre a sua condição a funcionários hierarquicamente superiores. 

 AIDS e o Trabalhador: informação contra o preconceito 

O assunto AIDS normalmente é tratado em reuniões curtas de segurança, Diálogos de Segurança normalmente implantados nas empresas e que funciona como um sistema corriqueiro de se passar informações para os trabalhadores de uma maneira simples e direta, nas SIPATs e nas palestras normalmente previstas no PCMSO. Mas, essas ações são ainda pouco eficazes, pois a grande maioria dos trabalhadores tem carência de informações de forma continua, o que gera o preconceito e a falta de cuidados. A pesquisa acima citada, mostra isso. A maioria dos entrevistados são trabalhadores.

Recentemente o MTE O Ministério do Trabalho e Emprego, em 11/12/2014, publicou uma Portaria nº 1.927 no Diário Oficial da União, fixando orientações para combater a discriminação de pessoas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Aids nos locais de trabalho. A portaria estabelece regras para cumprimento da Recomendação 200 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada em 2010, devendo ser aplicada para proteção de todos os trabalhadores e em todos os locais de trabalho, inclusive estagiários, aprendizes, voluntários e pessoas à procura de emprego, abrangendo todos os setores da atividade econômica, incluindo os setores privado e público e as economias formal e informal, forças armadas e serviços uniformizados. 

 Segundo a norma, o ambiente de trabalho deve ser seguro e salubre, a fim de prevenir a transmissão do HIV no local de trabalho. Quando existir a possibilidade de exposição ao HIV no local de trabalho, os trabalhadores devem receber informação e orientação sobre os modos de transmissão e os procedimentos para evitar a exposição e a infecção. As medidas de sensibilização devem enfatizar que o HIV não é transmitido por simples contato físico e que a presença de uma pessoa vivendo com HIV não deve ser considerada como uma ameaça no local de trabalho.

 Comissão de Prevenção – A portaria cria, no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego, a Comissão Participativa de Prevenção do HIV e Aids no Mundo do Trabalho (CPPT – Aids), com o objetivo de desenvolver esforços para reforçar as políticas e programas nacionais, inclusive no que se refere à segurança e saúde no trabalho, ao combate à discriminação e à promoção do trabalho decente, bem como verificar o cumprimento da norma. Segundo Vasconcelos, além de representantes governamentais, de empregadores e de trabalhadores, a comissão terá a participação de representantes de organizações de pessoas vivendo com HIV ou de entidades de prevenção da Aids, da entidade nacional de medicina do trabalho e de entidades associativas relacionadas aos direitos trabalhistas.

Fontes:

- http://www.brasilpost.com.br/jovem-soropositivo/agora-discriminar-e-crime-no-brasil_b_5440368.html

http://www.brasilpost.com.br/2014/11/14/atitude-abril-aids-pesqui_n_6160582.html?utm_hp_ref=atitude-abril

http://portal.mte.gov.br/imprensa/mte-amplia-combate-a-discriminacao-por-hiv-e-aids-no-trabalho.htm

imagem: https://www.facebook.com/minsaude/photos/pb.175330465818911.-2207520000.1422724089./853405384678079/?type=3&theater

As imagens publicadas no blog da Minasseg Consultoria são extraídas de buscas realizadas na internet, sem nenhuma autorização específica para utilizá-la. Se alguma foto for de sua propriedade e caso você deseje sua remoção ou o registro de sua autoria, por favor, entre em contato que prontamente lhe atenderemos.

 

 

 

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Você sabe lavar as mãos? Um hábito simples, que pode salvar vidas!

Você sabe lavar as mãos? Um hábito simples, que pode salvar vidas!

Lavar as mãos é um hábito simples que previne doenças e reduz infecções. Assim, promove a segurança não só de pacientes e profissionais da saúde, mas também de toda a população. Cuidados básicos para evitar doenças como gripe, inclusive a Gripe A (vírus H1N1), conjuntivite, diarreia infecciosa e as chamadas infecções hospitalares ou infecções relacionadas aos serviços de saúde.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta. 

 

Quando se deve lavar as mãos?

o ideal é lavar as mãos sempre que: 

- a mão estiver visivelmente suja; 
- pegar no dinheiro (como ele passa de mão em mão, pode carregar bactérias);
- mexer em bebês (a resistência dos pequenos ainda não está completa, por isso, o cuidado é necessário); 
- antes de comer; 
- usar o banheiro - antes e depois;
- mexer em animais; 
- usar transporte público (imagine quantas pessoas não tossiram e depois seguraram na barra do ônibus);
- usar o telefone público; 
- cozinhar.

Não há fórmula mágica: bastam água limpa e sabonete. No entanto, há uma maneira correta de higienizar as mãos: é necessário esfregá-las, lavar o dorso e entre os dedos.

Lavagem correta das mãos

 

Segundo a orientação da Organização Mundial de Saúde, a lavagem das mãos deve durar de 40 a 60 segundos, o equivalente a cantar duas vezes "Parabéns a você".

Lavagem das mãos

Atenção, profissionais da saúde !

 

As infecções relacionadas à assistência à saúde constituem um problema grave e um grande desafio, exigindo dos responsáveis pelos serviços de saúde ações efetivas de prevenção e controle. Tais infecções ameaçam tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde, acarretar sofrimentos e resultados em gastos excessivos para o sistema de saúde.

As mãos dos profissionais da área de saúde, quando não higienizadas adequadamente podem carrear grande quantidade de microrganismos entre pacientes, para equipamentos médico-cirúrgicos ou ainda para medicamentos e alimentos, proporcionando condições favoráveis à infecção hospitalar.

As mãos são consideradas as principais ferramentas dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois é através delas que eles executam suas atividades. Assim, a segurança dos pacientes, nesses serviços, depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos desses profissionais.

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, sendo a pele um possível reservatório de diversos germes, que podem ser transferidos de uma superfície para outra, pelo contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.

Mesmo a higienização sendo, comprovadamente, uma importante medida para o controle da IH, as mãos dos profissionais de saúde continuam sendo a fonte mais frequente de contaminação e disseminação. Existem várias razões para dificultar a adoção das recomendações de lavagem das mãos, nos níveis individual, grupal ou institucional, que envolvem complexidade dos processos de mudança comportamental.

Num estudo intitulado “Trabalhadores hospitalares lavam as mãos com menos frequência ao final de turno” publicado na revista HSE EHS Today por Josh Cable Wed, 2014-11-12 11:18, aborda este assunto e sugere que a pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia pode ter implicações para outras indústrias. Segundo ele apertar as mãos de um funcionário de hospital no final de sua mudança de turno pode ser uma má ideia.

De acordo com a pesquisa os trabalhadores do hospital que lidam com pacientes lavam as mãos com menos frequência, à medida que a jornada de trabalho se prolonga, provavelmente porque as exigências do trabalho esgotam as reservas mentais que eles necessitam para seguir as regras. Hengchen Dai, um candidato a Ph.D.  na Universidade da Pensilvânia, liderou uma equipe de pesquisa que analisou durante  três anos 4157 dados de lavagem das mãos dos profissionais de saúde em 35 hospitais norte-americanos. Os pesquisadores descobriram que "as taxas de cumprimento de lavagem das mãos" caiu em uma média de 8,7 pontos percentuais desde o início até o final de um turno típico de 12 horas. O declínio no cumprimento foi ampliado pelo aumento da intensidade de trabalho.

"Assim como o exercício repetido de músculos leva à fadiga física, o uso repetido de recursos executivos (recursos cognitivos que permitem às pessoas controlarem seus comportamentos, desejos e emoções) produz um declínio na capacidade de auto regulação de um indivíduo", escreveram os pesquisadores.

Mais tempo de folga entre os turnos pareceu  restaurar os recursos executivos dos trabalhadores, uma vez que seguiram o protocolo de lavagem das mãos com mais cuidado depois de descansos mais longos.

"Empregos exigentes têm o potencial para energizar os funcionários, mas a pressão pode fazê-los se concentrar mais em manter o desempenho em suas tarefas primárias (por exemplo, a avaliação do paciente,  distribuição de medicamentos), especialmente quando eles estão fatigados", disse Dai. "Para os cuidadores hospitalares, a lavagem das mãos pode ser vista como uma tarefa de baixa prioridade e, portanto, menos importante ao longo da jornada de trabalho."

Lavar as mãos em hospitais tem demonstrado redução de infecções e economia de dinheiro.

Em 09 de julho 2013 o Ministério da Saúde/ Anvisa/ Fiocruz lançou o Protocolo integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente:

Anexo 01: PROTOCOLO PARA A PRÁTICA DE HIGIENE DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE Com a seguinte finalidade e abrangência:

Finalidade

Instituir e promover a higiene das mãos nos serviços de saúde do país com o intuito de prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), visando à segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados aos pacientes.

Abrangência

Este protocolo deverá ser aplicado em todas os serviços de saúde, públicos ou privados, que prestam cuidados à saúde, seja qual for o nível de complexidade, no ponto de assistência.

Entende-se por Ponto de Assistência, o local onde três elementos estejam presentes: o paciente, o profissional de saúde e a assistência ou tratamento envolvendo o contato com o paciente ou suas imediações (ambiente do paciente).

O protocolo deve ser aplicado em todos os Pontos de Assistência, tendo em vista a necessidade de realização da higiene das mãos exatamente onde o atendimento ocorre. Para tal, é necessário o fácil acesso a um produto de higienização das mãos, como por exemplo, a preparação alcoólica. O Produto de higienização das mãos deverá estar tão próximo quanto possível do profissional, ou seja, ao alcance das mãos no ponto de atenção ou local de tratamento, sem a necessidade do profissional se deslocar do ambiente no qual se encontra o paciente.

O produto mais comumente disponível é a preparação alcóolica para as mãos, que deve estar em dispensadores fixados na parede, frascos fixados na cama / na mesa de cabeceira do paciente, nos carrinhos de curativos / medicamentos levados para o ponto de assistência, podendo também ser portado pelos profissionais em frascos individuais de bolso.

 os 5 momentos para higienização das mãos

Meus 5 momentos

Fonte:

1. SEGURANÇA DO PACIENTE EM SERVIÇOS DE SAÚDE Higienização das mãos Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa Copyright © 2009 Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

2. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MÜLLER

SERVIÇO DE CONTROLE INFECÇAO HOSPITALAR

3. AVALIAÇÃO PRÁTICA DA LAVAGEM DAS MÃOS PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM ATIVIDADES LÚDICO-EDUCATIVAS PRACTICAL EVALUATION OF HAND WASHING BY HEALTH PROFESSIONALS THROUGH PLAYFUL-EDUCATIVE ACTIONS Kátia Liberato Sales Scheidt* Manoel de Carvalho**

4. QUALIDADE DA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS DE PROFISSIONAIS ATUANTES EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

Lindsay LOCKSa, Josimari Telino LACERDAb, Elonir GOMESc, Ana Claudina Prudêncio SERRATINEc

5.  http://ehstoday.com/health/study-hospital-workers-wash-their-hands-less-frequently-toward-end-shift

6. http://enfermagem-amoreiracampos2011.blogspot.com.br/2011/10/higienize-suas-maos.html

7. http://saude.ig.com.br/bemestar/e+dia+de+lavar+as+maos/n1237608889140.html

8. http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacao_maos/manual_integra.pdf

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Afinal, o que são agrotóxicos?

Afinal, o que são agrotóxicos?

O que são agrotóxicos?

São substâncias utilizadas para combate de pragas (como insetos, larvas, fungos, carrapatos) e para controle do crescimento de vegetação, entre outras funções.

 Quando este termo passou a ser usado no Brasil?

O termo agrotóxico, ao invés de defensivo agrícola, passou a ser utilizado no Brasil a partir da Constituição Federal de 1988, sendo esta modificação fruto de grande mobilização da sociedade civil organizada.

Mais do que uma simples mudança de terminologia, este termo coloca em evidência a toxicidade desses produtos para o meio ambiente e para a saúde humana (FUNASA, 1998).

 Como os agrotóxicos são conhecidos popularmente?

 

Popularmente, os agrotóxicos são também chamados de venenos, remédios, defensivos ou pesticidas.

 

Onde são utilizados os agrotóxicos?

A maior utilização dos agrotóxicos é na agricultura. São também utilizados na saúde pública (controle de vetores), no tratamento de madeira, no armazenamento de grãos e sementes, na produção de flores, no combate a piolhos e outros parasitas no homem e na pecuária (SVS, 1997).

O Brasil está entre os principais consumidores mundiais de agrotóxicos.

 Quais são as principais categorias profissionais expostas aos agrotóxicos?

Entre os grupos de profissionais que têm contato com os agrotóxicos, destacam-se (FUNASA, 1998):

·       Trabalhadores da agricultura e pecuária.

·       Trabalhadores de saúde pública.

·       Trabalhadores de firmas desinsetizadoras.

·       Trabalhadores de transporte e comércio dos agrotóxicos.

·       Trabalhadores de indústrias de formulação de agrotóxicos.

 

 NOTA: Entre os agricultores, a exposição aos agrotóxicos pode ocorrer de diversas formas, desde a manipulação direta (preparo das “caldas”, aplicação dos produtos) até através de armazenamento inadequado, do reaproveitamento das embalagens, da contaminação da água e do contato com roupas contaminadas (MEYER et al., 2003; BRITO et al., 2006).

 

 

Existe uma cartilha que orienta produtores sobre o uso consciente de agrotóxicos, você sabia?

Cartilha sobre Agrotóxicos - ANVISAClique e acesse a cartilha sobre agrotóxicos da ANVISA

Quais outros grupos têm risco aumentado de intoxicação por agrotóxicos?

Os familiares dos agricultores e os vizinhos de locais nos quais o agrotóxico é aplicado. Além disso, toda a população tem a possibilidade de sofrer intoxicação, seja através da ingestão de água e alimentos contaminados ou da utilização de inseticidas em sua residência etc.

 Quais são as vias de penetração dos agrotóxicos?

A exposição aos agrotóxicos pode ocorrer pelas vias digestiva, respiratória, dérmica ou por contato ocular (THUNDIYIL et al., 2008), podendo determinar quadros de intoxicação aguda, subaguda e crônica.

 

Os agrotóxicos podem gerar câncer?

 

A exposição aos agrotóxicos pode ser considerada como uma das condições potencialmente associadas ao desenvolvimento do câncer por sua possível atuação como iniciadores – substâncias capazes de alterar o DNA de uma célula, podendo originar o tumor – e/ou como promotores tumorais – substâncias que estimulam a célula alterada a se dividir de forma desorganizada (KOIFMAN; HATAGIMA, 2003).

O longo tempo entre a exposição a cancerígenos e o início dos sintomas clínicos dificulta o estabelecimento do nexo causal entre a exposição aos agrotóxicos e o desenvolvimento de câncer. Isso se deve à etiologia multifatorial do câncer (genéticos, ambientais e modos de vida); à utilização de muitos princípios ativos de agrotóxicos alternados ou concomitante ao longo do período de exposição; a diferentes frequências de exposição a fatores protetores (como frutas e verduras) e agravantes, como o tabaco (INCA, 2006).

 Quais são as principais categorias de agrotóxicos quanto à sua ação e ao grupo químico ao qual pertencem?

 

Tipo de ação (Classe)

Principais grupos químicos

Exemplos (produtos/substâncias)

 

Inseticidas (controle de insetos, larvas e formigas)

Organofosforados

Azodrin, Malathion, Parathion, Nuvacron, Tamaron, Hostation, Lorsban

Carbamatos

Carbaryl, Furadan, Lannate, Marshal

Organoclorados1

Aldrin, Endrin, DDT, BHC, Lindane

Piretróides (sintéticos)

Decis, Piredam, Karate, Cipermetrina

Fungicidas (combate aos fungos)

Ditiocarbamatos

Maneb, Mancozeb, Dithane, Thiram, Manzate

Organoestânicos

Brestan, Hokko Suzu

Dicarboximidas

Orthocide, Captan

 

Herbicidas (combate à ervas daninhas)

Bipiridílios

Gramoxone, Paraquat, Reglone, Diquat

Glicina substituída

Roundup, Glifosato

Derivados do ácido fenoxiacético

Tordon, 2,4-D, 2,4,5-T 2

Dinitrofenói

Bromofenoxim, Dinoseb, DNOC

Pentaclorofenol

Clorofen, Dowcide-G

 1.     Seu uso tem sido progressivamente restringido ou mesmo proibido em vários países, inclusive no Brasil.
  2.      A mistura de 2,4-D com 2,4,5-T representa o principal componente do agente laranja, utilizado como desfolhante na Guerra do Vietnã. Fonte: FUNASA, 1998; Peres, 1999; ANVISA, 2005

 

O que são inseticidas do tipo organoclorados?

São agrotóxicos de lenta degradação, com capacidade de acumulação nos seres vivos e no meio ambiente, podendo persistir por até 30 anos no solo. São altamente lipossolúveis e o homem pode ser contaminado não só por contato direto, mas também através da cadeia alimentar – ingestão de água e alimentos contaminados (VERDES et al., 1990; REIGART; ROBERTS, 1999).

 Quais são os efeitos dos organoclorados sobre a saúde humana?

 Intoxicação aguda irritabilidade, sensação de dormência na língua, nos lábios e nos membros inferiores, desorientação, dor de cabeça persistente (que não cede aos analgésicos comuns), fraqueza, vertigem, náuseas, vômitos, contrações musculares involuntárias, tremores, convulsões, coma e morte. Em caso de inalação, podem ocorrer sintomas como tosse, rouquidão, edema pulmonar,  broncopneumonia e taquicardia (SVS, 1997; MATOS et al, 2002).

 Intoxicação crônica: alterações no sistema nervoso, alterações sanguíneas diversas, como aplasia medular, lesões no fígado, arritmias cardíacas e lesões na pele (SVS, 1997).

 Carcinogênese: a IARC classifica alguns organoclorados como pertencentes ao grupo “2B” (possivelmente cancerígeno para a espécie humana). O DDT, por exemplo, pertence a este grupo por estar associado ao desenvolvimento de câncer de fígado, de pulmão e linfomas em animais de laboratório. Outros organoclorados pertencentes ao grupo 2B são Clordane, Heptacloro, Hexaclorobenzeno, Mirex (IARC, 2009). O endossulfam é um inseticida e acaricida  do grupo dos organoclorados que ainda é comercializado no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem propondo a reavaliação deste químico, visando à sua proibição no país, por se mostrar como risco à saúde humana, incluindo potencial carcinogênico (ANVISA, 2009a).

 O que são inseticidas do tipo Organofosforados e Carbamatos?

São agrotóxicos amplamente utilizados na agricultura e podem ser absorvidos por inalação, ingestão ou exposição dérmica (FELDMAN, 1999). Após absorvidos, são distribuídos nos tecidos do organismo pela corrente sanguínea e sofrem biotransformação, principalmente no fígado. A principal via de eliminação é a renal (MATOS et al., 2002).

 Quais são os efeitos dos Organofosforados e Carbamatos sobre a saúde humana?

 Intoxicação aguda: as intoxicações agudas por carbamatos podem levar a sinais e sintomas que incluem diarreia, náusea, vômito, dor abdominal, salivação e sudorese excessivos, visão borrada, dificuldade respiratória, dor de cabeça, fasciculações musculares (ELLENHORN, 1997). Para os OF, os sinais e sintomas de intoxicação aguda podem ser divididos em três estágios (ELLENHORN, 1997):

 

·  Leve: fadiga, dor de cabeça, visão borrada, dormência de extremidades, náusea, vômitos, salivação e sudorese excessivos.

·   Moderada: fraqueza, dificuldade para falar, fasciculação muscular, miose.

·   Severa: inconsciência, paralisia flácida, dificuldade respiratória, cianose.

 O que são inseticidas do tipo Piretroides?

 Tiveram seu uso crescente nos últimos 20 anos e, além da agropecuária, são também muito utilizados em ambientes domésticos (MATOS et al., 2002; TRAPÉ, 2005), nos quais seu uso abusivo vem causando aumento nos casos de alergia em crianças e adultos (FUNASA, 1998).

São facilmente absorvidos pelas vias digestiva, respiratória e cutânea. Os sintomas de intoxicação aguda ocorrem principalmente quando sua absorção se dá por via respiratória. São compostos estimulantes do sistema nervoso central e, em doses altas, podem produzir lesões no sistema nervoso periférico (MATOS et al., 2002; SVS, 1997).

 Quais são os efeitos dos Piretroides sobre a saúde humana?

 Intoxicação aguda: os principais sinais e sintomas incluem dormência nas pálpebras e nos lábios, irritação das conjuntivas e mucosas, espirros, coceira intensa, manchas na pele, edema nas conjuntivas e nas pálpebras, excitação e convulsões.

Intoxicação crônica: segundo MATOS et al. (2002), não estão descritas evidências de toxicidade crônica com o uso de piretroides. Outros autores, como Trapé (2005), citam alguns efeitos de exposições de longo prazo: neurites periféricas e alterações hematológicas do tipo leucopenias.

 Carcinogênese: os piretroides parecem não estarem associados ao desenvolvimento de câncer. A IARC classifica os agrotóxicos deltametrina e permetrina no grupo 3 (não carcinogênicos para o homem).

 Qual o uso dos herbicidas?

 São usados no controle de espécies não desejadas no campo e para realização de “capina química”. Nas últimas duas décadas, esse grupo tem tido sua utilização crescente na agricultura.

 Os herbicidas podem ser cancerígenos?

Existem várias suspeitas de mutagenicidade, teratogenicidade e carcinogenicidade relacionadas a esses produtos. Dentre os herbicidas, alguns grupos químicos merecem atenção especial pelos efeitos adversos à saúde.

 Quais são os efeitos dos herbicidas sobre a saúde humana?

 Bipiridílios (Paraquat) – este produto é considerado como um dos agentes de maior toxicidade específica para os pulmões. Pode ser absorvido por ingestão, inalação ou contato com a pele. Provoca lesões hepáticas, renais e fibrose pulmonar irreversível, podendo levar à morte por insuficiência respiratória em até duas semanas após a exposição, em casos graves (FUNASA, 1998; MATOS et al., 2002).

 Glicina substituída (glifosato) – comercializado principalmente com os nomes Glifosato ou Roundup, é o herbicida mais utilizado nos Estados Unidos e no mundo (COX, 2004). Seu uso se dá na agricultura de grande porte, mas também na agricultura familiar, sendo considerado por muitos agricultores e agrônomos como um produto quase “inofensivo” ao homem (SILVA, 2007).

Sintomas de exposição ao glifosato incluem irritação dos olhos, visão borrada, erupções cutâneas, náusea, inflamação ou dor de garganta, asma, dificuldade para respirar, dor de cabeça e vertigens.

 Triazinas – São herbicidas muito persistentes no ambiente e consideradas contaminantes ambientais importantes, principalmente poluente de ambientes aquáticos (PestNews).

 Derivados do ácido fenoxiacético – um dos principais produtos é o 2,4 D, muito usado no país em pastagens e plantações de cana-de-açúcar.

O quadro de intoxicação aguda dos derivados do ácido fenoxiacético inclui: cefaleia, tontura, fraqueza, náuseas, vômitos, dor abdominal, lesões hepáticas e renais. Casos graves podem apresentar convulsões, coma e podem evoluir para óbito em 24 horas.

 Quais são as principais medidas de controle em relação aos agrotóxicos?

Considerando seu potencial cancerígeno a longo prazo e intoxicante a curto prazo, a atitude mais adequada é não utilizar agrotóxicos. Proteções individuais ou barreiras locais não impedem que a substância atinja lençóis freáticos e atue em áreas muito distantes da original. Outros veículos importantes são o solo e o ar contaminado. Dessa forma, as medidas de controle são paliativos que devem ser adotados num período determinado, tendo em conta que uma política maior de proibição do uso e estímulo a culturas livres de agrotóxico precisam ser implantadas nas regiões.

 Quais são as principais medidas de controle paliativas que não podem ser desprezadas?

 

·           Não comer, beber ou fumar durante o manuseio e aplicação do(s) produto(s).

·            Não desentupir bicos, orifícios e válvulas dos equipamentos com a boca.

·           Quando aplicar os agrotóxicos, observar a direção dos ventos (aplicar contra o vento). Não aplicar os produtos na presença de ventos fortes.

·            Não aplicar os produtos nas horas mais quentes do dia.

·            Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI), conforme indicação do produto a ser utilizado.

·            Indispensável o uso de luvas impermeáveis e botas de borracha.

·            Trocar e lavar as roupas de proteção separadamente de outras roupas não contaminadas.

·            Tomar banho imediatamente após o contato com os agrotóxicos.

·            Manter os equipamentos individuais e as embalagens de agrotóxicos adequadamente fechadas, em local trancado, fora da casa e longe do alcance de crianças e animais.

·            Não reutilizar as embalagens vazias.

·            Não queimar, enterrar ou jogar nos rios as embalagens vazias de agrotóxicos. Informe-se sobre como devolvê-las em sua comunidade ou município.

 Fonte:

 

Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Coordenação de Prevenção e Vigilância. Vigilância do câncer relacionado ao trabalho e ao ambiente/ Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. 2e. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2010.

 
Imagem: http://www.drvictorsorrentino.com.br/o-que-voce-deveria-saber-sobre-os-agrotoxicos-em-seu-alimento/
 
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O que você vai fazer no Dia Mundial do Meio Ambiente?

O que você vai fazer no Dia Mundial do Meio Ambiente?

“Aumente sua voz, e não o nível do mar”

 Este ano, o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, “Aumente sua voz, e não o nível do mar”,  aborda os desafios enfrentados pelas pequenas ilhas com relação às mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento da Terra. Nos leva a reconhecer que todos nós enfrentamos os mesmos desafios e estamos conectados e unidos por um objetivo comum de uma vida próspera e sustentável no planeta Terra. Devemos falar mais alto em solidariedade um pelo outro e, particularmente, pelos cidadãos dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.

  Barbados é um pequeno país insular situado no Caribe e com área e população semelhantes à cidade de Limeira, no interior paulista. Mesmo com dimensões pequenas, Barbados planeja aumentar para 29% a cota de energias renováveis no consumo elétrico da população. Por conta disso, o local será sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente, festejado todo dia 5 de junho.  

  Porém, dados alarmantes indicam que a preocupação não deve ser apenas de quem vive em ilhas oceânicas, mas sim de todo o mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, 90% da população afirma reconhecer problemas ambientais (de acordo com o levantamento do Ministério do Meio Ambiente), mas nem a metade pratica ações simples para contribuir pela redução de poluentes no planeta, como a separação de resíduos sólidos em casa.

  Há diversas práticas sustentáveis simples que podem ser adotadas por todas as pessoas. Além da separação do lixo, é possível economizar água e energia elétrica apenas com a mudança de pequenos hábitos, como o banho, a lavagem de roupas e louças, ou ainda o desligamento de aparelhos elétricos da tomada. No ambiente corporativo, as empresas podem estimular colaboradores para evitar aumento no consumo de papel e energia elétrica. O uso de bicicletas na mobilidade urbana também é uma importante ferramenta na diminuição de poluentes.

  Quarenta e dois anos se passaram, mas apenas recentemente o conceito começa a ganhar força na agenda pública da maioria dos países. Entretanto, muito tempo foi perdido: pesquisas mostram que a emissão de dióxido de carbono no planeta pulou de 330 para 400 partes por milhão (ppm) em trinta anos. Isso ajudou na redução de 40% da camada de gelo que cobre o Oceano Ártico e na perda de 30% da biodiversidade mundial no mesmo período.

  O planeta precisa que adotemos um novo estilo de vida, mais ligado às vivências e contato com as pessoas e menos relacionado com o consumo. A comunidade humana cresce em ritmo acelerado, somando 80 milhões de pessoas ao planeta a cada ano. Não somos meros habitantes do planeta Terra, algo mais nos define: somos consumidores. Ao passo que cresce em muitos países o poder aquisitivo da população, ainda um terço de seres humanos não têm acesso a alimentação. Vivemos em um tempo em que fica cada vez mais patente a necessidade de revermos nossos padrões de consumo e produção.

  Desligar a luz do quarto quando saímos ou fechar a torneira enquanto escovamos os dentes não salvará o planeta – e nem a nós mesmos. Não sozinhos. Não se isso não for o reflexo de um valor maior que adotamos, de buscar soluções menos impactantes para o nosso cotidiano, de exigir melhores alternativas tecnológicas e ações governamentais e empresariais que nos deem opções mais sustentáveis e protejam o patrimônio natural que ainda possuímos. Não se não nos percebermos como parte de um movimento maior.

  Fazer escolhas mais sustentáveis ao planejar e vivenciar momentos de lazer, como o turismo, favorece a adoção de novos hábitos em nossa vida diária. É o momento em que saímos da rotina, deixamos o carro em casa, podemos nos desligar dos aparelhos eletrônicos que nos cercam e aproveitar a paisagem, caminhando, andando de bicicleta, passando tempo com a família ou os amigos, longe do estresse. 

 

b2ap3_thumbnail_pnuma.jpgSaiba mais:

 

 

  5 de junho foi a data escolhida para celebrar anualmente o Dia Mundial do Meio Ambiente.

 

  O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972 com o objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente e alertar o público mundial e governos de cada país para os perigos de negligenciarmos a tarefa de cuidar do meio ambiente.

 

  Foi em Estocolmo, no dia 5 de junho de 1972, que teve início a primeira das Conferências das Nações Unidas sobre o ambiente humano (durou até dia 16) e por esse motivo foi a data escolhida como Dia Mundial do Meio Ambiente. 

b2ap3_thumbnail_passaporte-verde.pngPASSAPORTE VERDE. VOCÊ TEM um?

 

A campanha Passaporte Verde tem como objetivo a sensibilização do turista quanto ao seu potencial de contribuir com o desenvolvimento sustentável local por meio de escolhas responsáveis durante o seu período de férias e lazer. O Passaporte Verde apresenta formas simples para que os viajantes tornem o turismo uma atividade sustentável, que respeita o meio ambiente e a cultura ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento socioeconômico das comunidades receptoras.

A campanha foi lançada em 2008 em uma parceria do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA, os Ministérios do Meio Ambiente e do Turismo do Brasil, o Ministério Francês do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e outros parceiros. Atualmente, com disseminação em diversos países como Costa Rica, Equador e África do Sul, a campanha já é referência internacional em disseminação de informações sobre turismo sustentável.

Em 2014, o PNUMA, em parceria com os Ministérios do Meio Ambiente, do Esporte e do Turismo do Brasil, lança uma edição especial da campanha Passaporte Verde durante a Copa do Mundo no Brasil. A nova edição atualiza a linguagem e os meios de comunicação da campanha, disponibilizando uma plataforma de comunicação ao turista e ao setor do turismo, que inclui website, aplicativo para smartphone e uma estratégia de campanha nas redes sociais. O Passaporte Verde 2014 reúne 60 roteiros sustentáveis nas doze cidades-sede da Copa, e oferece ao turista engajado a oportunidade de comentar e compartilhar suas experiências durante o Mundial.

Também são parceiros nessa campanha, a Associação Brasileira de Operadoras de Turismo – BRAZTOA, a Associação de Hotéis Roteiros de Charme, e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

Um passaporte pode ser visto como o primeiro passo para entrar em outro país ou em outro momento em nossas vidas. Quando viajamos, vivenciamos novas experiências e retornamos ao nosso dia a dia diferentes, com um novo ritmo, novos hábitos e sentimentos, que gostaríamos de manter ao longo de nossas vidas. Podemos ver o passaporte como um acesso a este novo estilo de vida que gostaríamos de preservar. E, se esse Passaporte é Verde, ele provavelmente traz consigo novos hábitos em relação à sustentabilidade.

As melhores viagens são aquelas que deixam lembranças para toda a vida, em que nos percebemos, nos mesclamos a novas culturas, e parte delas fica em nós. A sustentabilidade é como uma boa viagem: uma vez que temos contato com ela, com seus valores e significados, com seu ritmo e padrões, também somos modificados, nunca mais seremos os mesmos.

O Passaporte Verde propõe preencher esse momento com mais experiências autênticas, roteiros sustentáveis e umas ideias simples de como ter um impacto menor ao visitar outros lugares! Esperamos que muitos atendam a esse chamado, que se inspirem com o convite da sustentabilidade a um novo estilo de vida, e que a sensação de liberdade e conexão com o que mais vale a pena na vida – o bem-estar, a alegria de viver, a natureza, a família e os amigos – façam parte do seu dia a dia na volta para casa!

b2ap3_thumbnail_passaport.jpg

Faça sua parte!

Você sabe como? Algumas sugestões

 O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado por todo o mundo de maneiras diferentes, sejam elas grandes ou pequenas. Qualquer que seja a maneira que você escolher para lutar contra a mudança do clima, proteger o meio ambiente ou mostrar solidariedade para com as ilhas, a sua ação contribuirá para uma ação coletiva no Dia Mundial do Meio Ambiente. Leia abaixo alguns exemplos de coisas que você pode fazer para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Esportes

DO QUE SE TRATA? Organize atividades esportivas como jogos de futebol, corridas e caminhadas.

POR QUE APOIAR ESSA ATIVIDADE?

As atividades esportivas atraem multidões, participantes e espectadores.

Os eventos esportivos são fáceis de programar e você pode incluir a participação de moradores locais nesses eventos.

O esporte reúne pessoas num ambiente social divertido.

COMO ORGANIZAR?

Organize partidas entre grupos comunitários.

Consiga um local apropriado e accessível.

Inclua atividades esportivas que não sejam altamente competitivas (por exemplo, corrida de sacos) e também competições intelectuais (por exemplo, torneios de xadrez).

Considere dar prêmios para os vencedores. Ou então simplesmente premie todos que participarem.

Artes, filmes e artesanato

DO QUE SE TRATA?

Pinturas sobre aspectos do Desperdício de Comida, como formas de desperdício doméstico, comida estragada, armazenamento inadequado etc.

Mostras de cerâmica, figuras de madeira, artigos de pedra, cestas de vime, roupas etc.

Demonstrações sobre como fogões eficientes são fabricados e mantidos.

Artesanato feito com materiais reciclados, como plásticos ou latas.

Exposições de cartazes e fotografias sobre florestas.

Exibições de filmes persuasivos sobre o meio ambiente realizados por diferentes comunidades.

POR QUE APOIAR ESSA ATIVIDADE?

A arte usa mensagens simbólicas para atrair o público e transmitir uma mensagem de forma não-convencional. O que começa como apreciação da arte pode se tornar uma verdadeira paixão pelo meio ambiente.

Muitas formas de arte usam recursos naturais e ambientalmente sustentáveis, complementando os objetivos da exposição.

O filme, como um meio, engaja as pessoas sem necessariamente ser limitado por níveis de alfabetização. Filmes podem atrair grandes públicos.

COMO ORGANIZAR?

Decida o que acontecerá com a arte ou o filme que recolher, se o artista permanecerá com os direitos ou se você os poderá usar mais à frente para promoção. Busque assessoria jurídica sobre os direitos de uso da obra depois da exposição e especialmente se houver um aspecto comercial.

Após ter decidido seu tema e identificado parceiros (inclusive patrocinadores), publique um edital solicitando produtos nos meios de comunicação locais.

Considere a possibilidade de um prêmio para os vencedores.

Escolha um jurado entre artistas e cineastas respeitados.

Monte exposições de arte e artesanato de diversas origens locais/culturais.

Música

DO QUE SE TRATA?

Apresentações de músicos e artistas.

Shows verdes, de baixo consumo energético ou que usem mecanismos para compensar a pegada de carbono (por exemplo, pedir que o público venha a pé ou de bicicleta ou use transporte coletivo; que evitem embalagens de comida que não sejam recicláveis).

Shows com instrumentos musicais feitos de material reciclado. 

Shows que apresentem músicas relacionadas ao tema.

POR QUE APOIAR ESSA ATIVIDADE?

A música é uma boa maneira de atrair pessoas.

A música atravessa barreiras e assim pode abrir o caminho para discussão de temas difíceis.

A música melhora o ambiente de uma reunião.

Educação ambiental e conscientização

DO QUE SE TRATA?

Converse com professores e organize um programa especial sobre meio ambiente a ser ensinado no Dia Mundial do Meio Ambiente.

Inclua na programação informações sobre o tema do ano

Prepare um jogo de perguntas sobre meio ambiente.

Distribua folhetos e materiais informativos nas escolas.

Use temas atualizados e relevantes para o meio ambiente da região.

Dedique o dia à educação ambiental.

Comece uma horta escolar ou um clube ecológico.

Aumente a consciência a respeito da degradação ambiental, seus problemas e soluções.

POR QUE APOIAR ESSA ATIVIDADE?

O Dia Mundial do Meio Ambiente pode ser usado para ensinar alunos e estudantes sobre a importância de zelar pelo meio ambiente e de quanto as nossas vidas dependem da saúde do ambiente. Atenção especial deve ser dada ao tema do ano

O entusiasmo e curiosidade naturais das crianças darão um tom adicional ao Dia Mundial do Meio Ambiente: muitas ideias inesperadas (e práticas) podem surgir aqui.

Use essa oportunidade para o trabalho de conscientização usando meios diversos (exposições, campanhas de limpeza, concursos e outras campanhas).

COMO ORGANIZAR?

Prepare uma palestra especial sobre as questões ambientais locais e especialmente sobre os temas de mudança do clima e medidas para reduzir os gases de efeito estufa, bem como sobre as preocupações das escolas ou outros públicos.

Lembre-se de manter a sessão divertida e relevante para um público jovem. Evite usar jargão técnico e encontre maneiras inteligentes de introduzir a nomenclatura ambiental (esteja preparados para explicar certos termos como Recursos Naturais, Mudança do Clima, Aquecimento Global e Pegada Ecológica, antes de começar discussões profundas).

Fontes:

- http://www.calendarr.com/brasil/dia-mundial-do-meio-ambiente/

- http://www.unep.org/portuguese/wed/

http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2014/05/31/noticiasjornalopiniao,3259512/aumente-sua-voz-e-nao-o-nivel-do-mar.shtml

-http://www.passaporteverde.gov.br/campanha/sobre/

 

As imagens publicadas no blog da Minasseg Consultoria são extraídas de buscas realizadas na internet, sem nenhuma autorização específica para utilizá-la. Se alguma foto for de sua propriedade e caso você deseje sua remoção ou o registro de sua autoria, por favor, entre em contato que prontamente lhe atenderemos.

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Síndrome de Burnout: será que você tem?

Síndrome de Burnout: será que você tem?
  •  Perda de energia pela pretensão persistente de um conjunto de expectativas inalcançáveis;
  •  Fadiga emocional, física e mental;
  •  Sentimento de impotência e inutilidade;
  •  Falta de entusiasmo pelo trabalho e pela vida em geral;
  •  Baixa autoestima;
  •  Desenvolvimento de sentimentos e atitudes negativas pelas pessoas objeto de seu trabalho;
  •  Sentimento de que não pode mais dar de si mesmo afetivamente.

 

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  A síndrome de Burnout (do inglês to burn out, queimar por completo) é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). 

 

  Esta síndrome também conhecida como a Síndrome do Esgotamento Profissional, embora seja comum entre profissionais que lidam diretamente com o público, como médicos, enfermeiros, professores, bancários, advogados e operadores de call centers, pode acometer profissionais de qualquer área.

 

  Burnout é um estado de exaustão emocional, mental e físico causado pelo estresse excessivo e prolongado que reduz a sua produtividade e mina a sua energia, deixando você sentir cada vez mais impotente, desesperado e ressentido.  

 

  O sintoma típico da síndrome de Burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima.

 

   Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.

 

  Os sintomas se expressam em três dimensões: 

- exaustão emocional, quando a pessoa não possui mais recursos emocionais para lidar com as situações de trabalho (esgotamento);

-  despersonalização que é o sentimento de incompetência para resolver problemas de trabalho e o distanciamento afetivo de clientes e colegas de trabalho (esses passam a ser tratados com frieza e indiferença); 

- baixa realização pessoal no trabalho caracterizado por uma tendência de se auto avaliar de forma negativa e sentimentos de infelicidade.

 

   O ambiente de trabalho e situações organizacionais são fundamentais para o desenvolvimento da síndrome, mas sua manifestação depende muito mais da reação individual frente a situações da rotina profissional.

 Síntomas BurnoutPREVENÇÃO E TRATAMENTO:

1.  Individuais: referem-se à formação em resolução de problemas, assertividade e gestão do tempo de maneira eficaz.

2.  Grupais: consistem em buscar o apoio dos colegas e supervisores. Deste modo, os indivíduos melhoram as suas capacidades, obtêm novas informações e apoio emocional ou outro tipo de ajuda.

3. Organizacionais: consistem no desenvolvimento de medidas de prevenção para melhorar o clima organizacional, tais como programas de socialização para prevenir o choque com a realidade e implantação de sistemas de avaliação que concedam aos profissionais um papel ativo e de participação nas decisões laborais.

  ESTRESSE X SÍNDROME DE BURNOUT

-Burnout não é o mesmo que estresse ocupacional. Burnout é o resultado de um prolongado processo de tentativas de lidar com determinadas condições de estresse (Rabin, Feldman, & Kaplan,1999).

- O Burnout é uma síndrome caracterizada pelo esgotamento físico, psíquico e emocional, em decorrência de trabalho estressante e excessivo. É um quadro clínico resultante da má adaptação do homem ao seu trabalho. (Hudson Hübner França ,1987). 

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Estresse não é propriamente uma doença e sim, um estado do organismo quando submetido ao esforço e à tensão. O prejuízo acontece quando as situações estressantes são contínuas e o organismo começa a sofrer com as constantes reações químicas que se sucedem, sem que haja tempo para a eliminação dessas substâncias e sem o tempo necessário para o descanso e recuperação física e emocional. 

SINAIS E SINTOMAS: 

  • Dor de cabeça;
  • Distúrbios do sono;
  • Irritabilidade;
  • Cansaço;
  • Dificuldade de concentração ou tensão muscular;
  • Dificuldades respiratórias;
  • Dificuldade de memória;
  • Problemas digestivos;
  • Pressão alta;
  • Problemas cardíacos e até mesmo distúrbios psíquicos como síndromes, depressão e pânico.

         CONSEQUÊNCIAS:

       Dependendo da predisposição orgânica do indivíduo, o estresse pode causar desde transtornos psicológicos - falta de vontade de fazer as coisas, ansiedade, etc. - até manifestações físicas mais sérias como úlceras, infarto, câncer e mesmo manifestações mentais como derivadas síndromes e tentativa de suicídio.

        PREVENÇÃO E TRATAMENTO:

1. Terapias cognitivas e comportamentais: trata-se de um trabalho feito por psicólogos que visa orientar o indivíduo sobre a melhor maneira de administrar o estresse e os fatores estressores, administrar conflitos e resolver problemas;

 

2. Técnicas de relaxamento, como a meditação, por exemplo;

 

3. Prática de atividades físicas regulares;

 

4. Ter uma alimentação saudável;

 

5. Oficinas de estresse para o ambiente de trabalho;

 

6. Em alguns casos, por determinado período, o uso de medicamentos pode ser necessário.

 

   Entenda melhor a diferença entre Estresse e Síndrome de Burnout

DIFERENÇAS ENTRE BURNOUT  E STRESS

BURNOUT

STRESS

·      É uma defesa caracterizada pela desistência, descompromisso.

·      Caracteriza-se pelo superenvolvimento, compromisso.

·      As emoções tornam-se embotadas, atenuadas.

 

·      As emoções tornam-se hiper-reativas, exageradas.

·      O principal dano é emocional.

·      O principal dano é físico.

·      A exaustão afeta a motivação e a iniciativa.

·      A exaustão afeta a energia física.

·      Produz desmoralização.

·      Produz desintegração.

·      Pode ser mais bem entendido como uma perda de motivação, ideais e esperança.

·      Pode ser entendida como uma perda de energia.

·      A depressão é causada pela mágoa engendrada pela perda de ideais e esperança.

·      A depressão é causada pela necessidade do organismo de se proteger e conservar energia.

·      Produz uma sensação de abandono e desesperança.

·      Produz uma sensação de urgência e hiperatividade.

·      Produzparanoia, despersonalização e desligamento.

·      Produz desordens associadas ao pânico, fobias e ansiedades.

·      Não mata, mas pode fazer com que uma vida longa pareça não valer a pena ser vivida.

·      Pode matar prematuramente.

Dicas de prevenção de Burnout

•     Comece o dia com um ritual de relaxamento;

•     Adote uma alimentação saudável, pratique exercícios físicos e procure ter um bom sono;

•     Defina limites. Não se sobrecarregue;

•     Dê um tempo na tecnologia;

•     Desfrute de momentos de descontração

•     Alimente seu potencial criativo;

•     Aprenda a gerenciar seu tempo;

•     Não use de álcool e drogas;

•     Reavalie seus objetivos profissionais;

•     Faça avaliações regulares de saúde.

 

 b2ap3_thumbnail_vc-sabia.jpg Você sabia?

 Síndrome de Burnout é uma doença preocupante! Uma doença ocupacional que faz parte de um grupo que já ocupa o terceiro lugar no quadro de acidentes de trabalho.

 O INSS registrou em 2012 mais de 11 mil afastamentos por depressão, transtorno ansioso e estresse. Entre os problemas está a síndrome de Burnout, marcada por desânimo grave, vazio interior e sintomas físicos. Apesar de ter apresentado queda em relação ao ano de 2011, ainda é preocupante, principalmente se considerarmos que há casos em que se relacionam diretamente com a segunda causa de afastamentos por doença, que são as doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (DORT / LER). 

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Fontes:

- www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmedhealth/PMH0050545

- drauziovarella.com.br/letras/b/síndrome-de-burnout/

- blog: www.puraluzyoga.blogspot.com

- www.helpguide.org/mental/burnout_signs_syntoms.htm

- Anuário Brasileiro de Proteção 2014 – Revista Proteção 

- http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAp9QAA/estresse-ocupacional-x-sindrome-burnout

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Deficiência é uma forma de diversidade social

Deficiência é uma forma de diversidade social

"Qualquer sociedade deve ser uma sociedade para todos" (Conferência das Nações Unidas, 1995)

 

  A inclusão das pessoas com deficiência faz parte da responsabilidade social empresarial

  A Convenção 159 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), de 1983, define pessoa com deficiência como aquela “cuja possibilidade de conseguir, permanecer e progredir no emprego é substancialmente limitada em decorrência de uma reconhecida desvantagem física ou mental”. A partir dessa referência, a OIT estima que as pessoas com deficiência representem 8% da população economicamente ativa do planeta.

 O conceito de pessoa com deficiência abrange um conjunto amplo de características. As deficiências podem ser físicas, sensoriais (da visão ou da audição), ou intelectuais. Podem ser de nascença ou ter surgido em outra época da vida, em função de doença ou acidente. Podem ter um impacto brando na capacidade de trabalho e de interação com o meio físico e social ou consequências maiores, que requerem apoio e assistência proporcionais. 

 Muitas vezes, numa perspectiva tradicional, a inclusão das pessoas com deficiência já foi vista como um problema delas próprias, de suas famílias e, quando muito, das entidades assistenciais especializadas. Ao mesmo tempo, as deficiências eram consideradas questão de saúde, como se fossem doenças. Felizmente, isso está mudando. Em todo o mundo, cresce a consciência de que a inclusão dessas pessoas é uma questão de ética, cidadania e redução da desigualdade social. Esse processo, porém, exige a superação de barreiras e preconceitos arraigados.

 As empresas podem ajudar muito. Podem, antes de tudo, contratar, manter e promover pessoas com deficiência, reconhecendo sua potencialidade e dando-lhes condições de desenvolvimento profissional.

 Incrementar a diversidade é promover a igualdade de chances para que todos possam desenvolver seus potenciais. No caso das pessoas com deficiência, devemos começar garantindo-lhes o direito de acesso aos bens da sociedade – educação, saúde, trabalho, remuneração digna etc. Quanto à inclusão no mercado de trabalho, é necessário assegurar as condições de interação das pessoas portadoras de deficiência com os demais funcionários da empresa e com todos os parceiros e clientes com os quais lhes caiba manter relacionamento. Não se trata, portanto, somente de contratar pessoas com deficiência, mas também de oferecer as possibilidades para que possam desenvolver seus talentos e permanecer na empresa, atendendo aos critérios de desempenho previamente estabelecidos.

 Estimativas da OMS (Organização Mundial de Saúde) calculam em cerca de 650 milhões o número de pessoas com deficiência no mundo, das quais 386 milhões fazem parte da população economicamente ativa. Avalia-se que 80% do total vivam nos países em desenvolvimento.

 Censo 2010 divulgado  pelo IBGE aponta que 45,6 milhões de pessoas declararam ter ao menos um tipo de deficiência, o que corresponde a 23,9% da população brasileira. A maior parte delas vive em áreas urbanas – 38.473.702, ante 7.132.347 nas áreas rurais. E mostra ainda que são muitas as desigualdades em relação aos sem deficiência. A deficiência visual foi a mais apontada, atinge 18,8% da população. Em seguida vêm as deficiências motora (7%), auditiva (5,1%) e mental ou intelectual (1,4%).

  Trata-se de um universo expressivo de pessoas. Vários fatores fazem com que esse número seja elevado, incluindo o fato de que estamos entre os países com maiores índices de acidentes de trabalho e de violência urbana, o que contribui para o aumento do número de jovens com deficiência.

 No mercado de trabalho também há diferenças importantes. Dos 44 milhões de deficientes que estão em idade ativa, 53,8% estão desocupados ou fora do mercado de trabalho. A população ocupada com pelo menos uma das deficiências investigadas representava 23,6% (20,3 milhões) do total de ocupados (86,3 milhões) – 40,2% tinham a carteira de trabalho assinada; na população geral, esse índice é de 49,2%.

O porcentual de trabalhadores com deficiência que trabalha por conta própria (27,4%) e sem carteira assinada (22,5%) também é maior do que o registrado no total da população, de 20,8% e 20,6%, respectivamente. 

 A garantia de acesso ao trabalho para as pessoas com deficiência é prevista tanto na legislação internacional como na brasileira. No Brasil, as cotas de vagas para pessoas com deficiência foram definidas em lei de 1991, porém só passou a ter eficácia no final de 1999, quando foi publicado o decreto nº 3.298. Ela determina que as empresas com mais de cem empregados contratem pessoas com deficiência, segundo as seguintes cotas:

• de 100 a 200 empregados, 2%;

• de 201 a 500 empregados, 3%;

• de 501 a 1.000, 4%;

• e acima de 1.000 funcionários, 5%.

 O Brasil ratificou quase todos os tratados e convenções internacionais. Em 1988, a Constituição federal incorporou garantias às pessoas com deficiência, proibindo a discriminação de salários e de critérios de admissão, assumindo como responsabilidade do Estado a saúde, a assistência social e o atendimento educacional especializado, além de garantir a reserva de um percentual de cargos públicos para as pessoas com deficiência. A íntegra da Convenção 159 de 1983 da OIT, da Lei nº 8.213/91, do Decreto nº 3.298 e da Lei nº 10.098/00 constam no capítulo “Anexos.

 

 Inclusão Social e Profissional do Deficiente

 

Prevenir fatores de risco

  Uma empresa socialmente responsável deve estar atenta para detectar e prevenir situações de risco. Os acidentes de trabalho, assim como a existência de condições inadequadas para a saúde, podem levar muitos trabalhadores a adquirirem deficiências. Ter uma política de prevenção de acidentes é indispensável. Por outro lado, a segurança de pessoas com deficiência requer alguns cuidados. A brigada de incêndio deve receber treinamento adequado para assegurar socorro às pessoas com deficiência. Divulgar informações em publicações internas sobre síndromes e patologias, ter canais abertos para esclarecimentos de dúvidas, colocar à disposição informações médicas e exames preventivos são medidas que devem estar ao alcance de todos os funcionários.

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Processo de inclusão vai além da Lei de Cotas

Mais de duas décadas depois da publicação da Lei de Cotas, em 1991, os trabalhadores com deficiência ainda precisam vencer o desrespeito à legislação, a fiscalização insuficiente e a resistência cultural dos empregadores para conquistar novas oportunidades no mercado de trabalho brasileiro. Para inverter o jogo, o Ministério do Trabalho orienta seus auditores em todo o país e traça metas anuais de inclusão, mas o dia a dia das organizações mostra que a qualidade de vida no trabalho das pessoas com deficiência (PCD) não depende apenas da mera admissão de colaboradores conforme o número mínimo previsto na legislação.

É preciso conscientizar empresários, gestores e colegas de equipe das PCDs sobre a importância da oferta de emprego a esses profissionais e sobre o potencial que eles têm em dar o retorno desejado em todos os ramos de atividade econômica. Também é importante a mobilização do empresariado, setor público e Sistema S (Sesc, SESI, Senai e Senac) no incentivo a iniciativas de capacitação que possam contribuir para a ampliação da empregabilidade de quem tem algum tipo de deficiência. 

Além da abertura de novos postos, também deve ser adotado um afinado trabalho multidisciplinar de preparação e adaptação de equipamentos e espaços laborais. Ergonomistas, médicos, psicólogos e técnicos em segurança, entre outros, têm o papel de pensar toda a adequação das edificações, móveis, softwares, práticas internas, fluxo de informação e sistemas de segurança para garantir um processo bem sucedido de incorporação desses trabalhadores no mundo do trabalho.

A dificuldade em fazer a lei emplacar de vez, mesmo depois de duas décadas, é atestada pelos números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ministério do Trabalho. O Censo 2010 indica que o País tem 42 milhões de pessoas com deficiência com 15 anos ou mais. Desse total, apenas 306 mil tinham empregos formais em 2010, de acordo com dados da RAIS. O número equivale a apenas 32% das 937 mil vagas que deveriam estar preenchidas caso fossem criados apenas os postos de trabalho suficientes para o cumprimento da Lei nas empresas brasileiras com 100 empregados ou mais. A estimativa é do Espaço da Cidadania, órgão criado em 2001 com o objetivo de estimular o debate sobre políticas públicas voltadas para a igualdade de oportunidades, em especial, questões relacionadas à inclusão social das pessoas com deficiência

b2ap3_thumbnail_dia-d.jpg Você sabia?

O Ministério do Trabalho e Emprego realizou nos dias 29 e 30 de maio, em todo o País o “Dia D” de Inclusão Social e Profissional das Pessoas com Deficiência e dos Beneficiários Reabilitados do INSS. A iniciativa teve a participação das Superintendências Regionais do Trabalho, do SINE e dos vários parceiros nos estados e municípios com o objetivo impulsionar a inclusão social e profissional das pessoas com deficiência.

  A intenção foi reunir num mesmo espaço empresas e trabalhadores candidatos a uma oportunidade de emprego, promovendo, neste dia, a articulação de parceiros, tanto em nível federal quanto local com a finalidade de ofertar oportunidades de trabalho ao público com alguma deficiência ou o cidadão que tenha cumprido o Programa de Reabilitação Profissional pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS.

  A ideia partiu da experiência realizada em dois estados, Mato Grosso, em 2012, e replicada pelo Estado da Bahia em 2013, que apresentou excelentes resultados, em especial na mobilização e conscientização de atores locais. Com o sucesso da mobilização, o Ministério do Trabalho decidiu expandir a proposta a todos os executores do SINE no País com o “Dia D” ocorrendo em diversos postos de atendimento do SINE nas cinco regiões do país. 

 No “Dia D” foram envolvidos, além do MTE, SINE e secretarias de Trabalho, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS, Instituto Nacional de Seguro Social – INSS/MPS, Ministério das Cidades - MCidades, Ministério da Educação - MEC e Secretaria de Direitos Humanos – SDH.

 

Fontes:

-http://www3.ethos.org.br/cedoc/o-que-as-empresas-podem-fazer-pela-inclusao-das-pessoas-com-deficiencia-maio2002/#.U4Xl8vldXyR

-http://controlesocialdesarandi.com.br/nmeros-de-brasileiros-portadores-de-algum-tipo-de-deficincia-quase-dobram-em-10-anos/

- Processo de inclusão vai além da Lei de Cotas: Reportagem de João Guedes/ Data: 05/03/2013 / Fonte: Revista Proteção

- http://portal.mte.gov.br/imprensa/mte-realiza-dia-d-para-inclusao-de-deficientes-e-reabilitados-do-inss/palavrachave/dia-d.htm

 

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