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Você sabe lavar as mãos? Um hábito simples, que pode salvar vidas!

Você sabe lavar as mãos? Um hábito simples, que pode salvar vidas!

Lavar as mãos é um hábito simples que previne doenças e reduz infecções. Assim, promove a segurança não só de pacientes e profissionais da saúde, mas também de toda a população. Cuidados básicos para evitar doenças como gripe, inclusive a Gripe A (vírus H1N1), conjuntivite, diarreia infecciosa e as chamadas infecções hospitalares ou infecções relacionadas aos serviços de saúde.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta. 

 

Quando se deve lavar as mãos?

o ideal é lavar as mãos sempre que: 

- a mão estiver visivelmente suja; 
- pegar no dinheiro (como ele passa de mão em mão, pode carregar bactérias);
- mexer em bebês (a resistência dos pequenos ainda não está completa, por isso, o cuidado é necessário); 
- antes de comer; 
- usar o banheiro - antes e depois;
- mexer em animais; 
- usar transporte público (imagine quantas pessoas não tossiram e depois seguraram na barra do ônibus);
- usar o telefone público; 
- cozinhar.

Não há fórmula mágica: bastam água limpa e sabonete. No entanto, há uma maneira correta de higienizar as mãos: é necessário esfregá-las, lavar o dorso e entre os dedos.

Lavagem correta das mãos

 

Segundo a orientação da Organização Mundial de Saúde, a lavagem das mãos deve durar de 40 a 60 segundos, o equivalente a cantar duas vezes "Parabéns a você".

Lavagem das mãos

Atenção, profissionais da saúde !

 

As infecções relacionadas à assistência à saúde constituem um problema grave e um grande desafio, exigindo dos responsáveis pelos serviços de saúde ações efetivas de prevenção e controle. Tais infecções ameaçam tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde, acarretar sofrimentos e resultados em gastos excessivos para o sistema de saúde.

As mãos dos profissionais da área de saúde, quando não higienizadas adequadamente podem carrear grande quantidade de microrganismos entre pacientes, para equipamentos médico-cirúrgicos ou ainda para medicamentos e alimentos, proporcionando condições favoráveis à infecção hospitalar.

As mãos são consideradas as principais ferramentas dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois é através delas que eles executam suas atividades. Assim, a segurança dos pacientes, nesses serviços, depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos desses profissionais.

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, sendo a pele um possível reservatório de diversos germes, que podem ser transferidos de uma superfície para outra, pelo contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.

Mesmo a higienização sendo, comprovadamente, uma importante medida para o controle da IH, as mãos dos profissionais de saúde continuam sendo a fonte mais frequente de contaminação e disseminação. Existem várias razões para dificultar a adoção das recomendações de lavagem das mãos, nos níveis individual, grupal ou institucional, que envolvem complexidade dos processos de mudança comportamental.

Num estudo intitulado “Trabalhadores hospitalares lavam as mãos com menos frequência ao final de turno” publicado na revista HSE EHS Today por Josh Cable Wed, 2014-11-12 11:18, aborda este assunto e sugere que a pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia pode ter implicações para outras indústrias. Segundo ele apertar as mãos de um funcionário de hospital no final de sua mudança de turno pode ser uma má ideia.

De acordo com a pesquisa os trabalhadores do hospital que lidam com pacientes lavam as mãos com menos frequência, à medida que a jornada de trabalho se prolonga, provavelmente porque as exigências do trabalho esgotam as reservas mentais que eles necessitam para seguir as regras. Hengchen Dai, um candidato a Ph.D.  na Universidade da Pensilvânia, liderou uma equipe de pesquisa que analisou durante  três anos 4157 dados de lavagem das mãos dos profissionais de saúde em 35 hospitais norte-americanos. Os pesquisadores descobriram que "as taxas de cumprimento de lavagem das mãos" caiu em uma média de 8,7 pontos percentuais desde o início até o final de um turno típico de 12 horas. O declínio no cumprimento foi ampliado pelo aumento da intensidade de trabalho.

"Assim como o exercício repetido de músculos leva à fadiga física, o uso repetido de recursos executivos (recursos cognitivos que permitem às pessoas controlarem seus comportamentos, desejos e emoções) produz um declínio na capacidade de auto regulação de um indivíduo", escreveram os pesquisadores.

Mais tempo de folga entre os turnos pareceu  restaurar os recursos executivos dos trabalhadores, uma vez que seguiram o protocolo de lavagem das mãos com mais cuidado depois de descansos mais longos.

"Empregos exigentes têm o potencial para energizar os funcionários, mas a pressão pode fazê-los se concentrar mais em manter o desempenho em suas tarefas primárias (por exemplo, a avaliação do paciente,  distribuição de medicamentos), especialmente quando eles estão fatigados", disse Dai. "Para os cuidadores hospitalares, a lavagem das mãos pode ser vista como uma tarefa de baixa prioridade e, portanto, menos importante ao longo da jornada de trabalho."

Lavar as mãos em hospitais tem demonstrado redução de infecções e economia de dinheiro.

Em 09 de julho 2013 o Ministério da Saúde/ Anvisa/ Fiocruz lançou o Protocolo integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente:

Anexo 01: PROTOCOLO PARA A PRÁTICA DE HIGIENE DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE Com a seguinte finalidade e abrangência:

Finalidade

Instituir e promover a higiene das mãos nos serviços de saúde do país com o intuito de prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), visando à segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados aos pacientes.

Abrangência

Este protocolo deverá ser aplicado em todas os serviços de saúde, públicos ou privados, que prestam cuidados à saúde, seja qual for o nível de complexidade, no ponto de assistência.

Entende-se por Ponto de Assistência, o local onde três elementos estejam presentes: o paciente, o profissional de saúde e a assistência ou tratamento envolvendo o contato com o paciente ou suas imediações (ambiente do paciente).

O protocolo deve ser aplicado em todos os Pontos de Assistência, tendo em vista a necessidade de realização da higiene das mãos exatamente onde o atendimento ocorre. Para tal, é necessário o fácil acesso a um produto de higienização das mãos, como por exemplo, a preparação alcoólica. O Produto de higienização das mãos deverá estar tão próximo quanto possível do profissional, ou seja, ao alcance das mãos no ponto de atenção ou local de tratamento, sem a necessidade do profissional se deslocar do ambiente no qual se encontra o paciente.

O produto mais comumente disponível é a preparação alcóolica para as mãos, que deve estar em dispensadores fixados na parede, frascos fixados na cama / na mesa de cabeceira do paciente, nos carrinhos de curativos / medicamentos levados para o ponto de assistência, podendo também ser portado pelos profissionais em frascos individuais de bolso.

 os 5 momentos para higienização das mãos

Meus 5 momentos

Fonte:

1. SEGURANÇA DO PACIENTE EM SERVIÇOS DE SAÚDE Higienização das mãos Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa Copyright © 2009 Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

2. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MÜLLER

SERVIÇO DE CONTROLE INFECÇAO HOSPITALAR

3. AVALIAÇÃO PRÁTICA DA LAVAGEM DAS MÃOS PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM ATIVIDADES LÚDICO-EDUCATIVAS PRACTICAL EVALUATION OF HAND WASHING BY HEALTH PROFESSIONALS THROUGH PLAYFUL-EDUCATIVE ACTIONS Kátia Liberato Sales Scheidt* Manoel de Carvalho**

4. QUALIDADE DA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS DE PROFISSIONAIS ATUANTES EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

Lindsay LOCKSa, Josimari Telino LACERDAb, Elonir GOMESc, Ana Claudina Prudêncio SERRATINEc

5.  http://ehstoday.com/health/study-hospital-workers-wash-their-hands-less-frequently-toward-end-shift

6. http://enfermagem-amoreiracampos2011.blogspot.com.br/2011/10/higienize-suas-maos.html

7. http://saude.ig.com.br/bemestar/e+dia+de+lavar+as+maos/n1237608889140.html

8. http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacao_maos/manual_integra.pdf

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