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Afinal, o que são agrotóxicos?

Afinal, o que são agrotóxicos?

O que são agrotóxicos?

São substâncias utilizadas para combate de pragas (como insetos, larvas, fungos, carrapatos) e para controle do crescimento de vegetação, entre outras funções.

 Quando este termo passou a ser usado no Brasil?

O termo agrotóxico, ao invés de defensivo agrícola, passou a ser utilizado no Brasil a partir da Constituição Federal de 1988, sendo esta modificação fruto de grande mobilização da sociedade civil organizada.

Mais do que uma simples mudança de terminologia, este termo coloca em evidência a toxicidade desses produtos para o meio ambiente e para a saúde humana (FUNASA, 1998).

 Como os agrotóxicos são conhecidos popularmente?

 

Popularmente, os agrotóxicos são também chamados de venenos, remédios, defensivos ou pesticidas.

 

Onde são utilizados os agrotóxicos?

A maior utilização dos agrotóxicos é na agricultura. São também utilizados na saúde pública (controle de vetores), no tratamento de madeira, no armazenamento de grãos e sementes, na produção de flores, no combate a piolhos e outros parasitas no homem e na pecuária (SVS, 1997).

O Brasil está entre os principais consumidores mundiais de agrotóxicos.

 Quais são as principais categorias profissionais expostas aos agrotóxicos?

Entre os grupos de profissionais que têm contato com os agrotóxicos, destacam-se (FUNASA, 1998):

·       Trabalhadores da agricultura e pecuária.

·       Trabalhadores de saúde pública.

·       Trabalhadores de firmas desinsetizadoras.

·       Trabalhadores de transporte e comércio dos agrotóxicos.

·       Trabalhadores de indústrias de formulação de agrotóxicos.

 

 NOTA: Entre os agricultores, a exposição aos agrotóxicos pode ocorrer de diversas formas, desde a manipulação direta (preparo das “caldas”, aplicação dos produtos) até através de armazenamento inadequado, do reaproveitamento das embalagens, da contaminação da água e do contato com roupas contaminadas (MEYER et al., 2003; BRITO et al., 2006).

 

 

Existe uma cartilha que orienta produtores sobre o uso consciente de agrotóxicos, você sabia?

Cartilha sobre Agrotóxicos - ANVISAClique e acesse a cartilha sobre agrotóxicos da ANVISA

Quais outros grupos têm risco aumentado de intoxicação por agrotóxicos?

Os familiares dos agricultores e os vizinhos de locais nos quais o agrotóxico é aplicado. Além disso, toda a população tem a possibilidade de sofrer intoxicação, seja através da ingestão de água e alimentos contaminados ou da utilização de inseticidas em sua residência etc.

 Quais são as vias de penetração dos agrotóxicos?

A exposição aos agrotóxicos pode ocorrer pelas vias digestiva, respiratória, dérmica ou por contato ocular (THUNDIYIL et al., 2008), podendo determinar quadros de intoxicação aguda, subaguda e crônica.

 

Os agrotóxicos podem gerar câncer?

 

A exposição aos agrotóxicos pode ser considerada como uma das condições potencialmente associadas ao desenvolvimento do câncer por sua possível atuação como iniciadores – substâncias capazes de alterar o DNA de uma célula, podendo originar o tumor – e/ou como promotores tumorais – substâncias que estimulam a célula alterada a se dividir de forma desorganizada (KOIFMAN; HATAGIMA, 2003).

O longo tempo entre a exposição a cancerígenos e o início dos sintomas clínicos dificulta o estabelecimento do nexo causal entre a exposição aos agrotóxicos e o desenvolvimento de câncer. Isso se deve à etiologia multifatorial do câncer (genéticos, ambientais e modos de vida); à utilização de muitos princípios ativos de agrotóxicos alternados ou concomitante ao longo do período de exposição; a diferentes frequências de exposição a fatores protetores (como frutas e verduras) e agravantes, como o tabaco (INCA, 2006).

 Quais são as principais categorias de agrotóxicos quanto à sua ação e ao grupo químico ao qual pertencem?

 

Tipo de ação (Classe)

Principais grupos químicos

Exemplos (produtos/substâncias)

 

Inseticidas (controle de insetos, larvas e formigas)

Organofosforados

Azodrin, Malathion, Parathion, Nuvacron, Tamaron, Hostation, Lorsban

Carbamatos

Carbaryl, Furadan, Lannate, Marshal

Organoclorados1

Aldrin, Endrin, DDT, BHC, Lindane

Piretróides (sintéticos)

Decis, Piredam, Karate, Cipermetrina

Fungicidas (combate aos fungos)

Ditiocarbamatos

Maneb, Mancozeb, Dithane, Thiram, Manzate

Organoestânicos

Brestan, Hokko Suzu

Dicarboximidas

Orthocide, Captan

 

Herbicidas (combate à ervas daninhas)

Bipiridílios

Gramoxone, Paraquat, Reglone, Diquat

Glicina substituída

Roundup, Glifosato

Derivados do ácido fenoxiacético

Tordon, 2,4-D, 2,4,5-T 2

Dinitrofenói

Bromofenoxim, Dinoseb, DNOC

Pentaclorofenol

Clorofen, Dowcide-G

 1.     Seu uso tem sido progressivamente restringido ou mesmo proibido em vários países, inclusive no Brasil.
  2.      A mistura de 2,4-D com 2,4,5-T representa o principal componente do agente laranja, utilizado como desfolhante na Guerra do Vietnã. Fonte: FUNASA, 1998; Peres, 1999; ANVISA, 2005

 

O que são inseticidas do tipo organoclorados?

São agrotóxicos de lenta degradação, com capacidade de acumulação nos seres vivos e no meio ambiente, podendo persistir por até 30 anos no solo. São altamente lipossolúveis e o homem pode ser contaminado não só por contato direto, mas também através da cadeia alimentar – ingestão de água e alimentos contaminados (VERDES et al., 1990; REIGART; ROBERTS, 1999).

 Quais são os efeitos dos organoclorados sobre a saúde humana?

 Intoxicação aguda irritabilidade, sensação de dormência na língua, nos lábios e nos membros inferiores, desorientação, dor de cabeça persistente (que não cede aos analgésicos comuns), fraqueza, vertigem, náuseas, vômitos, contrações musculares involuntárias, tremores, convulsões, coma e morte. Em caso de inalação, podem ocorrer sintomas como tosse, rouquidão, edema pulmonar,  broncopneumonia e taquicardia (SVS, 1997; MATOS et al, 2002).

 Intoxicação crônica: alterações no sistema nervoso, alterações sanguíneas diversas, como aplasia medular, lesões no fígado, arritmias cardíacas e lesões na pele (SVS, 1997).

 Carcinogênese: a IARC classifica alguns organoclorados como pertencentes ao grupo “2B” (possivelmente cancerígeno para a espécie humana). O DDT, por exemplo, pertence a este grupo por estar associado ao desenvolvimento de câncer de fígado, de pulmão e linfomas em animais de laboratório. Outros organoclorados pertencentes ao grupo 2B são Clordane, Heptacloro, Hexaclorobenzeno, Mirex (IARC, 2009). O endossulfam é um inseticida e acaricida  do grupo dos organoclorados que ainda é comercializado no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem propondo a reavaliação deste químico, visando à sua proibição no país, por se mostrar como risco à saúde humana, incluindo potencial carcinogênico (ANVISA, 2009a).

 O que são inseticidas do tipo Organofosforados e Carbamatos?

São agrotóxicos amplamente utilizados na agricultura e podem ser absorvidos por inalação, ingestão ou exposição dérmica (FELDMAN, 1999). Após absorvidos, são distribuídos nos tecidos do organismo pela corrente sanguínea e sofrem biotransformação, principalmente no fígado. A principal via de eliminação é a renal (MATOS et al., 2002).

 Quais são os efeitos dos Organofosforados e Carbamatos sobre a saúde humana?

 Intoxicação aguda: as intoxicações agudas por carbamatos podem levar a sinais e sintomas que incluem diarreia, náusea, vômito, dor abdominal, salivação e sudorese excessivos, visão borrada, dificuldade respiratória, dor de cabeça, fasciculações musculares (ELLENHORN, 1997). Para os OF, os sinais e sintomas de intoxicação aguda podem ser divididos em três estágios (ELLENHORN, 1997):

 

·  Leve: fadiga, dor de cabeça, visão borrada, dormência de extremidades, náusea, vômitos, salivação e sudorese excessivos.

·   Moderada: fraqueza, dificuldade para falar, fasciculação muscular, miose.

·   Severa: inconsciência, paralisia flácida, dificuldade respiratória, cianose.

 O que são inseticidas do tipo Piretroides?

 Tiveram seu uso crescente nos últimos 20 anos e, além da agropecuária, são também muito utilizados em ambientes domésticos (MATOS et al., 2002; TRAPÉ, 2005), nos quais seu uso abusivo vem causando aumento nos casos de alergia em crianças e adultos (FUNASA, 1998).

São facilmente absorvidos pelas vias digestiva, respiratória e cutânea. Os sintomas de intoxicação aguda ocorrem principalmente quando sua absorção se dá por via respiratória. São compostos estimulantes do sistema nervoso central e, em doses altas, podem produzir lesões no sistema nervoso periférico (MATOS et al., 2002; SVS, 1997).

 Quais são os efeitos dos Piretroides sobre a saúde humana?

 Intoxicação aguda: os principais sinais e sintomas incluem dormência nas pálpebras e nos lábios, irritação das conjuntivas e mucosas, espirros, coceira intensa, manchas na pele, edema nas conjuntivas e nas pálpebras, excitação e convulsões.

Intoxicação crônica: segundo MATOS et al. (2002), não estão descritas evidências de toxicidade crônica com o uso de piretroides. Outros autores, como Trapé (2005), citam alguns efeitos de exposições de longo prazo: neurites periféricas e alterações hematológicas do tipo leucopenias.

 Carcinogênese: os piretroides parecem não estarem associados ao desenvolvimento de câncer. A IARC classifica os agrotóxicos deltametrina e permetrina no grupo 3 (não carcinogênicos para o homem).

 Qual o uso dos herbicidas?

 São usados no controle de espécies não desejadas no campo e para realização de “capina química”. Nas últimas duas décadas, esse grupo tem tido sua utilização crescente na agricultura.

 Os herbicidas podem ser cancerígenos?

Existem várias suspeitas de mutagenicidade, teratogenicidade e carcinogenicidade relacionadas a esses produtos. Dentre os herbicidas, alguns grupos químicos merecem atenção especial pelos efeitos adversos à saúde.

 Quais são os efeitos dos herbicidas sobre a saúde humana?

 Bipiridílios (Paraquat) – este produto é considerado como um dos agentes de maior toxicidade específica para os pulmões. Pode ser absorvido por ingestão, inalação ou contato com a pele. Provoca lesões hepáticas, renais e fibrose pulmonar irreversível, podendo levar à morte por insuficiência respiratória em até duas semanas após a exposição, em casos graves (FUNASA, 1998; MATOS et al., 2002).

 Glicina substituída (glifosato) – comercializado principalmente com os nomes Glifosato ou Roundup, é o herbicida mais utilizado nos Estados Unidos e no mundo (COX, 2004). Seu uso se dá na agricultura de grande porte, mas também na agricultura familiar, sendo considerado por muitos agricultores e agrônomos como um produto quase “inofensivo” ao homem (SILVA, 2007).

Sintomas de exposição ao glifosato incluem irritação dos olhos, visão borrada, erupções cutâneas, náusea, inflamação ou dor de garganta, asma, dificuldade para respirar, dor de cabeça e vertigens.

 Triazinas – São herbicidas muito persistentes no ambiente e consideradas contaminantes ambientais importantes, principalmente poluente de ambientes aquáticos (PestNews).

 Derivados do ácido fenoxiacético – um dos principais produtos é o 2,4 D, muito usado no país em pastagens e plantações de cana-de-açúcar.

O quadro de intoxicação aguda dos derivados do ácido fenoxiacético inclui: cefaleia, tontura, fraqueza, náuseas, vômitos, dor abdominal, lesões hepáticas e renais. Casos graves podem apresentar convulsões, coma e podem evoluir para óbito em 24 horas.

 Quais são as principais medidas de controle em relação aos agrotóxicos?

Considerando seu potencial cancerígeno a longo prazo e intoxicante a curto prazo, a atitude mais adequada é não utilizar agrotóxicos. Proteções individuais ou barreiras locais não impedem que a substância atinja lençóis freáticos e atue em áreas muito distantes da original. Outros veículos importantes são o solo e o ar contaminado. Dessa forma, as medidas de controle são paliativos que devem ser adotados num período determinado, tendo em conta que uma política maior de proibição do uso e estímulo a culturas livres de agrotóxico precisam ser implantadas nas regiões.

 Quais são as principais medidas de controle paliativas que não podem ser desprezadas?

 

·           Não comer, beber ou fumar durante o manuseio e aplicação do(s) produto(s).

·            Não desentupir bicos, orifícios e válvulas dos equipamentos com a boca.

·           Quando aplicar os agrotóxicos, observar a direção dos ventos (aplicar contra o vento). Não aplicar os produtos na presença de ventos fortes.

·            Não aplicar os produtos nas horas mais quentes do dia.

·            Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI), conforme indicação do produto a ser utilizado.

·            Indispensável o uso de luvas impermeáveis e botas de borracha.

·            Trocar e lavar as roupas de proteção separadamente de outras roupas não contaminadas.

·            Tomar banho imediatamente após o contato com os agrotóxicos.

·            Manter os equipamentos individuais e as embalagens de agrotóxicos adequadamente fechadas, em local trancado, fora da casa e longe do alcance de crianças e animais.

·            Não reutilizar as embalagens vazias.

·            Não queimar, enterrar ou jogar nos rios as embalagens vazias de agrotóxicos. Informe-se sobre como devolvê-las em sua comunidade ou município.

 Fonte:

 

Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Coordenação de Prevenção e Vigilância. Vigilância do câncer relacionado ao trabalho e ao ambiente/ Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. 2e. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2010.

 
Imagem: http://www.drvictorsorrentino.com.br/o-que-voce-deveria-saber-sobre-os-agrotoxicos-em-seu-alimento/
 
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O que você vai fazer no Dia Mundial do Meio Ambiente?

O que você vai fazer no Dia Mundial do Meio Ambiente?

“Aumente sua voz, e não o nível do mar”

 Este ano, o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, “Aumente sua voz, e não o nível do mar”,  aborda os desafios enfrentados pelas pequenas ilhas com relação às mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento da Terra. Nos leva a reconhecer que todos nós enfrentamos os mesmos desafios e estamos conectados e unidos por um objetivo comum de uma vida próspera e sustentável no planeta Terra. Devemos falar mais alto em solidariedade um pelo outro e, particularmente, pelos cidadãos dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.

  Barbados é um pequeno país insular situado no Caribe e com área e população semelhantes à cidade de Limeira, no interior paulista. Mesmo com dimensões pequenas, Barbados planeja aumentar para 29% a cota de energias renováveis no consumo elétrico da população. Por conta disso, o local será sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente, festejado todo dia 5 de junho.  

  Porém, dados alarmantes indicam que a preocupação não deve ser apenas de quem vive em ilhas oceânicas, mas sim de todo o mundo. Aqui no Brasil, por exemplo, 90% da população afirma reconhecer problemas ambientais (de acordo com o levantamento do Ministério do Meio Ambiente), mas nem a metade pratica ações simples para contribuir pela redução de poluentes no planeta, como a separação de resíduos sólidos em casa.

  Há diversas práticas sustentáveis simples que podem ser adotadas por todas as pessoas. Além da separação do lixo, é possível economizar água e energia elétrica apenas com a mudança de pequenos hábitos, como o banho, a lavagem de roupas e louças, ou ainda o desligamento de aparelhos elétricos da tomada. No ambiente corporativo, as empresas podem estimular colaboradores para evitar aumento no consumo de papel e energia elétrica. O uso de bicicletas na mobilidade urbana também é uma importante ferramenta na diminuição de poluentes.

  Quarenta e dois anos se passaram, mas apenas recentemente o conceito começa a ganhar força na agenda pública da maioria dos países. Entretanto, muito tempo foi perdido: pesquisas mostram que a emissão de dióxido de carbono no planeta pulou de 330 para 400 partes por milhão (ppm) em trinta anos. Isso ajudou na redução de 40% da camada de gelo que cobre o Oceano Ártico e na perda de 30% da biodiversidade mundial no mesmo período.

  O planeta precisa que adotemos um novo estilo de vida, mais ligado às vivências e contato com as pessoas e menos relacionado com o consumo. A comunidade humana cresce em ritmo acelerado, somando 80 milhões de pessoas ao planeta a cada ano. Não somos meros habitantes do planeta Terra, algo mais nos define: somos consumidores. Ao passo que cresce em muitos países o poder aquisitivo da população, ainda um terço de seres humanos não têm acesso a alimentação. Vivemos em um tempo em que fica cada vez mais patente a necessidade de revermos nossos padrões de consumo e produção.

  Desligar a luz do quarto quando saímos ou fechar a torneira enquanto escovamos os dentes não salvará o planeta – e nem a nós mesmos. Não sozinhos. Não se isso não for o reflexo de um valor maior que adotamos, de buscar soluções menos impactantes para o nosso cotidiano, de exigir melhores alternativas tecnológicas e ações governamentais e empresariais que nos deem opções mais sustentáveis e protejam o patrimônio natural que ainda possuímos. Não se não nos percebermos como parte de um movimento maior.

  Fazer escolhas mais sustentáveis ao planejar e vivenciar momentos de lazer, como o turismo, favorece a adoção de novos hábitos em nossa vida diária. É o momento em que saímos da rotina, deixamos o carro em casa, podemos nos desligar dos aparelhos eletrônicos que nos cercam e aproveitar a paisagem, caminhando, andando de bicicleta, passando tempo com a família ou os amigos, longe do estresse. 

 

b2ap3_thumbnail_pnuma.jpgSaiba mais:

 

 

  5 de junho foi a data escolhida para celebrar anualmente o Dia Mundial do Meio Ambiente.

 

  O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972 com o objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente e alertar o público mundial e governos de cada país para os perigos de negligenciarmos a tarefa de cuidar do meio ambiente.

 

  Foi em Estocolmo, no dia 5 de junho de 1972, que teve início a primeira das Conferências das Nações Unidas sobre o ambiente humano (durou até dia 16) e por esse motivo foi a data escolhida como Dia Mundial do Meio Ambiente. 

b2ap3_thumbnail_passaporte-verde.pngPASSAPORTE VERDE. VOCÊ TEM um?

 

A campanha Passaporte Verde tem como objetivo a sensibilização do turista quanto ao seu potencial de contribuir com o desenvolvimento sustentável local por meio de escolhas responsáveis durante o seu período de férias e lazer. O Passaporte Verde apresenta formas simples para que os viajantes tornem o turismo uma atividade sustentável, que respeita o meio ambiente e a cultura ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento socioeconômico das comunidades receptoras.

A campanha foi lançada em 2008 em uma parceria do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA, os Ministérios do Meio Ambiente e do Turismo do Brasil, o Ministério Francês do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e outros parceiros. Atualmente, com disseminação em diversos países como Costa Rica, Equador e África do Sul, a campanha já é referência internacional em disseminação de informações sobre turismo sustentável.

Em 2014, o PNUMA, em parceria com os Ministérios do Meio Ambiente, do Esporte e do Turismo do Brasil, lança uma edição especial da campanha Passaporte Verde durante a Copa do Mundo no Brasil. A nova edição atualiza a linguagem e os meios de comunicação da campanha, disponibilizando uma plataforma de comunicação ao turista e ao setor do turismo, que inclui website, aplicativo para smartphone e uma estratégia de campanha nas redes sociais. O Passaporte Verde 2014 reúne 60 roteiros sustentáveis nas doze cidades-sede da Copa, e oferece ao turista engajado a oportunidade de comentar e compartilhar suas experiências durante o Mundial.

Também são parceiros nessa campanha, a Associação Brasileira de Operadoras de Turismo – BRAZTOA, a Associação de Hotéis Roteiros de Charme, e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

Um passaporte pode ser visto como o primeiro passo para entrar em outro país ou em outro momento em nossas vidas. Quando viajamos, vivenciamos novas experiências e retornamos ao nosso dia a dia diferentes, com um novo ritmo, novos hábitos e sentimentos, que gostaríamos de manter ao longo de nossas vidas. Podemos ver o passaporte como um acesso a este novo estilo de vida que gostaríamos de preservar. E, se esse Passaporte é Verde, ele provavelmente traz consigo novos hábitos em relação à sustentabilidade.

As melhores viagens são aquelas que deixam lembranças para toda a vida, em que nos percebemos, nos mesclamos a novas culturas, e parte delas fica em nós. A sustentabilidade é como uma boa viagem: uma vez que temos contato com ela, com seus valores e significados, com seu ritmo e padrões, também somos modificados, nunca mais seremos os mesmos.

O Passaporte Verde propõe preencher esse momento com mais experiências autênticas, roteiros sustentáveis e umas ideias simples de como ter um impacto menor ao visitar outros lugares! Esperamos que muitos atendam a esse chamado, que se inspirem com o convite da sustentabilidade a um novo estilo de vida, e que a sensação de liberdade e conexão com o que mais vale a pena na vida – o bem-estar, a alegria de viver, a natureza, a família e os amigos – façam parte do seu dia a dia na volta para casa!

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Faça sua parte!

Você sabe como? Algumas sugestões

 O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado por todo o mundo de maneiras diferentes, sejam elas grandes ou pequenas. Qualquer que seja a maneira que você escolher para lutar contra a mudança do clima, proteger o meio ambiente ou mostrar solidariedade para com as ilhas, a sua ação contribuirá para uma ação coletiva no Dia Mundial do Meio Ambiente. Leia abaixo alguns exemplos de coisas que você pode fazer para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Esportes

DO QUE SE TRATA? Organize atividades esportivas como jogos de futebol, corridas e caminhadas.

POR QUE APOIAR ESSA ATIVIDADE?

As atividades esportivas atraem multidões, participantes e espectadores.

Os eventos esportivos são fáceis de programar e você pode incluir a participação de moradores locais nesses eventos.

O esporte reúne pessoas num ambiente social divertido.

COMO ORGANIZAR?

Organize partidas entre grupos comunitários.

Consiga um local apropriado e accessível.

Inclua atividades esportivas que não sejam altamente competitivas (por exemplo, corrida de sacos) e também competições intelectuais (por exemplo, torneios de xadrez).

Considere dar prêmios para os vencedores. Ou então simplesmente premie todos que participarem.

Artes, filmes e artesanato

DO QUE SE TRATA?

Pinturas sobre aspectos do Desperdício de Comida, como formas de desperdício doméstico, comida estragada, armazenamento inadequado etc.

Mostras de cerâmica, figuras de madeira, artigos de pedra, cestas de vime, roupas etc.

Demonstrações sobre como fogões eficientes são fabricados e mantidos.

Artesanato feito com materiais reciclados, como plásticos ou latas.

Exposições de cartazes e fotografias sobre florestas.

Exibições de filmes persuasivos sobre o meio ambiente realizados por diferentes comunidades.

POR QUE APOIAR ESSA ATIVIDADE?

A arte usa mensagens simbólicas para atrair o público e transmitir uma mensagem de forma não-convencional. O que começa como apreciação da arte pode se tornar uma verdadeira paixão pelo meio ambiente.

Muitas formas de arte usam recursos naturais e ambientalmente sustentáveis, complementando os objetivos da exposição.

O filme, como um meio, engaja as pessoas sem necessariamente ser limitado por níveis de alfabetização. Filmes podem atrair grandes públicos.

COMO ORGANIZAR?

Decida o que acontecerá com a arte ou o filme que recolher, se o artista permanecerá com os direitos ou se você os poderá usar mais à frente para promoção. Busque assessoria jurídica sobre os direitos de uso da obra depois da exposição e especialmente se houver um aspecto comercial.

Após ter decidido seu tema e identificado parceiros (inclusive patrocinadores), publique um edital solicitando produtos nos meios de comunicação locais.

Considere a possibilidade de um prêmio para os vencedores.

Escolha um jurado entre artistas e cineastas respeitados.

Monte exposições de arte e artesanato de diversas origens locais/culturais.

Música

DO QUE SE TRATA?

Apresentações de músicos e artistas.

Shows verdes, de baixo consumo energético ou que usem mecanismos para compensar a pegada de carbono (por exemplo, pedir que o público venha a pé ou de bicicleta ou use transporte coletivo; que evitem embalagens de comida que não sejam recicláveis).

Shows com instrumentos musicais feitos de material reciclado. 

Shows que apresentem músicas relacionadas ao tema.

POR QUE APOIAR ESSA ATIVIDADE?

A música é uma boa maneira de atrair pessoas.

A música atravessa barreiras e assim pode abrir o caminho para discussão de temas difíceis.

A música melhora o ambiente de uma reunião.

Educação ambiental e conscientização

DO QUE SE TRATA?

Converse com professores e organize um programa especial sobre meio ambiente a ser ensinado no Dia Mundial do Meio Ambiente.

Inclua na programação informações sobre o tema do ano

Prepare um jogo de perguntas sobre meio ambiente.

Distribua folhetos e materiais informativos nas escolas.

Use temas atualizados e relevantes para o meio ambiente da região.

Dedique o dia à educação ambiental.

Comece uma horta escolar ou um clube ecológico.

Aumente a consciência a respeito da degradação ambiental, seus problemas e soluções.

POR QUE APOIAR ESSA ATIVIDADE?

O Dia Mundial do Meio Ambiente pode ser usado para ensinar alunos e estudantes sobre a importância de zelar pelo meio ambiente e de quanto as nossas vidas dependem da saúde do ambiente. Atenção especial deve ser dada ao tema do ano

O entusiasmo e curiosidade naturais das crianças darão um tom adicional ao Dia Mundial do Meio Ambiente: muitas ideias inesperadas (e práticas) podem surgir aqui.

Use essa oportunidade para o trabalho de conscientização usando meios diversos (exposições, campanhas de limpeza, concursos e outras campanhas).

COMO ORGANIZAR?

Prepare uma palestra especial sobre as questões ambientais locais e especialmente sobre os temas de mudança do clima e medidas para reduzir os gases de efeito estufa, bem como sobre as preocupações das escolas ou outros públicos.

Lembre-se de manter a sessão divertida e relevante para um público jovem. Evite usar jargão técnico e encontre maneiras inteligentes de introduzir a nomenclatura ambiental (esteja preparados para explicar certos termos como Recursos Naturais, Mudança do Clima, Aquecimento Global e Pegada Ecológica, antes de começar discussões profundas).

Fontes:

- http://www.calendarr.com/brasil/dia-mundial-do-meio-ambiente/

- http://www.unep.org/portuguese/wed/

http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2014/05/31/noticiasjornalopiniao,3259512/aumente-sua-voz-e-nao-o-nivel-do-mar.shtml

-http://www.passaporteverde.gov.br/campanha/sobre/

 

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