Alerta de SMS

This is some blog description about this site

AIDS: brasileiros desprevenidos!

AIDS: brasileiros desprevenidos!

Atualmente há no país cerca de 734.000 pessoas convivendo com HIV e Aids, o correspondente a 0,4% da população brasileira. Desse total, 80% tiveram a doença diagnosticada, de modo que um em cada cinco não sabe que é portador do vírus.

 Um levantamento conduzido pelo Departamento de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Editora Abril, que edita VEJA, revelou que a imensa maioria dos brasileiros sabe como o vírus é transmitido e como se proteger, mas muita gente ainda dispensa o uso do preservativo e não tem o costume de fazer o teste de HIV.

Pesquisa de comportamento: AIDS

clique e acesse a pesquisa completa Pesquisa Atitude Abril - Aids

Agora, discriminar é crime no Brasil !

 Foi publicada no Diário Oficial a Lei nº 12.984, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, que torna crime em todo o País a discriminação dos portadores de HIV e doentes de aids. A partir de agora, é crime punível com reclusão de até quatro anos e multa as seguintes condutas discriminatórias contra as pessoas que vivem com HIV/aids em razão da sua condição de portador ou de doente:

I - recusar, procrastinar, cancelar ou segregar a inscrição ou impedir que permaneça como aluno em creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado;

II - negar emprego ou trabalho;

III - exonerar ou demitir de seu cargo ou emprego;

IV - segregar no ambiente de trabalho ou escolar;

V - divulgar a condição do portador do HIV ou de doente de aids, com intuito de ofender-lhe a dignidade;

VI - recusar ou retardar atendimento de saúde. 

A nova lei federal vem ao encontro da Resolução nº 1.665, de 7 de maio 2003, do Conselho Federal de Medicina, e da Lei Estadual de São Paulo nº 11.199, de 12 de julho de 2002, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin. No Estado de São Paulo, já entendia-se ser discriminação:

I - solicitar exames para a detecção do vírus HIV ou da AIDS para inscrição em concurso ou seleção para ingresso no serviço público ou privado;

II - segregar os portadores do vírus HIV ou às pessoas com AIDS no ambiente de trabalho;

III - divulgar, por quaisquer meios, informações ou boatos que degradem a imagem social do portador do vírus HIV ou de pessoas com AIDS, sua família, grupo étnico ou social a que pertença;

IV - impedir o ingresso ou a permanência no serviço público ou privado de suspeito ou confirmado portador do vírus HIV ou pessoa com AIDS, em razão desta condição;

V - impedir a permanência do portador do vírus HIV no local de trabalho, por este motivo;

VI - recusar ou retardar o atendimento, a realização de exames ou qualquer procedimento médico ao portador do vírus HIV ou pessoa com AIDS, em razão desta condição;

VII - obrigar de forma explícita ou implícita os portadores do vírus HIV ou pessoa com AIDS a informar sobre a sua condição a funcionários hierarquicamente superiores. 

 AIDS e o Trabalhador: informação contra o preconceito 

O assunto AIDS normalmente é tratado em reuniões curtas de segurança, Diálogos de Segurança normalmente implantados nas empresas e que funciona como um sistema corriqueiro de se passar informações para os trabalhadores de uma maneira simples e direta, nas SIPATs e nas palestras normalmente previstas no PCMSO. Mas, essas ações são ainda pouco eficazes, pois a grande maioria dos trabalhadores tem carência de informações de forma continua, o que gera o preconceito e a falta de cuidados. A pesquisa acima citada, mostra isso. A maioria dos entrevistados são trabalhadores.

Recentemente o MTE O Ministério do Trabalho e Emprego, em 11/12/2014, publicou uma Portaria nº 1.927 no Diário Oficial da União, fixando orientações para combater a discriminação de pessoas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Aids nos locais de trabalho. A portaria estabelece regras para cumprimento da Recomendação 200 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada em 2010, devendo ser aplicada para proteção de todos os trabalhadores e em todos os locais de trabalho, inclusive estagiários, aprendizes, voluntários e pessoas à procura de emprego, abrangendo todos os setores da atividade econômica, incluindo os setores privado e público e as economias formal e informal, forças armadas e serviços uniformizados. 

 Segundo a norma, o ambiente de trabalho deve ser seguro e salubre, a fim de prevenir a transmissão do HIV no local de trabalho. Quando existir a possibilidade de exposição ao HIV no local de trabalho, os trabalhadores devem receber informação e orientação sobre os modos de transmissão e os procedimentos para evitar a exposição e a infecção. As medidas de sensibilização devem enfatizar que o HIV não é transmitido por simples contato físico e que a presença de uma pessoa vivendo com HIV não deve ser considerada como uma ameaça no local de trabalho.

 Comissão de Prevenção – A portaria cria, no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego, a Comissão Participativa de Prevenção do HIV e Aids no Mundo do Trabalho (CPPT – Aids), com o objetivo de desenvolver esforços para reforçar as políticas e programas nacionais, inclusive no que se refere à segurança e saúde no trabalho, ao combate à discriminação e à promoção do trabalho decente, bem como verificar o cumprimento da norma. Segundo Vasconcelos, além de representantes governamentais, de empregadores e de trabalhadores, a comissão terá a participação de representantes de organizações de pessoas vivendo com HIV ou de entidades de prevenção da Aids, da entidade nacional de medicina do trabalho e de entidades associativas relacionadas aos direitos trabalhistas.

Fontes:

- http://www.brasilpost.com.br/jovem-soropositivo/agora-discriminar-e-crime-no-brasil_b_5440368.html

http://www.brasilpost.com.br/2014/11/14/atitude-abril-aids-pesqui_n_6160582.html?utm_hp_ref=atitude-abril

http://portal.mte.gov.br/imprensa/mte-amplia-combate-a-discriminacao-por-hiv-e-aids-no-trabalho.htm

imagem: https://www.facebook.com/minsaude/photos/pb.175330465818911.-2207520000.1422724089./853405384678079/?type=3&theater

As imagens publicadas no blog da Minasseg Consultoria são extraídas de buscas realizadas na internet, sem nenhuma autorização específica para utilizá-la. Se alguma foto for de sua propriedade e caso você deseje sua remoção ou o registro de sua autoria, por favor, entre em contato que prontamente lhe atenderemos.

 

 

 

Avalie esta postagem:
3

Copyright

© ©Minasseg Consultoria autoriza a cópia e compartilhamento desse artigo, desde que seja citada a fonte: www.minassegconsultoria.com.br

Continuar lendo
493 Hits

Você sabe lavar as mãos? Um hábito simples, que pode salvar vidas!

Você sabe lavar as mãos? Um hábito simples, que pode salvar vidas!

Lavar as mãos é um hábito simples que previne doenças e reduz infecções. Assim, promove a segurança não só de pacientes e profissionais da saúde, mas também de toda a população. Cuidados básicos para evitar doenças como gripe, inclusive a Gripe A (vírus H1N1), conjuntivite, diarreia infecciosa e as chamadas infecções hospitalares ou infecções relacionadas aos serviços de saúde.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta. 

 

Quando se deve lavar as mãos?

o ideal é lavar as mãos sempre que: 

- a mão estiver visivelmente suja; 
- pegar no dinheiro (como ele passa de mão em mão, pode carregar bactérias);
- mexer em bebês (a resistência dos pequenos ainda não está completa, por isso, o cuidado é necessário); 
- antes de comer; 
- usar o banheiro - antes e depois;
- mexer em animais; 
- usar transporte público (imagine quantas pessoas não tossiram e depois seguraram na barra do ônibus);
- usar o telefone público; 
- cozinhar.

Não há fórmula mágica: bastam água limpa e sabonete. No entanto, há uma maneira correta de higienizar as mãos: é necessário esfregá-las, lavar o dorso e entre os dedos.

Lavagem correta das mãos

 

Segundo a orientação da Organização Mundial de Saúde, a lavagem das mãos deve durar de 40 a 60 segundos, o equivalente a cantar duas vezes "Parabéns a você".

Lavagem das mãos

Atenção, profissionais da saúde !

 

As infecções relacionadas à assistência à saúde constituem um problema grave e um grande desafio, exigindo dos responsáveis pelos serviços de saúde ações efetivas de prevenção e controle. Tais infecções ameaçam tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde, acarretar sofrimentos e resultados em gastos excessivos para o sistema de saúde.

As mãos dos profissionais da área de saúde, quando não higienizadas adequadamente podem carrear grande quantidade de microrganismos entre pacientes, para equipamentos médico-cirúrgicos ou ainda para medicamentos e alimentos, proporcionando condições favoráveis à infecção hospitalar.

As mãos são consideradas as principais ferramentas dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois é através delas que eles executam suas atividades. Assim, a segurança dos pacientes, nesses serviços, depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos desses profissionais.

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, sendo a pele um possível reservatório de diversos germes, que podem ser transferidos de uma superfície para outra, pelo contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.

Mesmo a higienização sendo, comprovadamente, uma importante medida para o controle da IH, as mãos dos profissionais de saúde continuam sendo a fonte mais frequente de contaminação e disseminação. Existem várias razões para dificultar a adoção das recomendações de lavagem das mãos, nos níveis individual, grupal ou institucional, que envolvem complexidade dos processos de mudança comportamental.

Num estudo intitulado “Trabalhadores hospitalares lavam as mãos com menos frequência ao final de turno” publicado na revista HSE EHS Today por Josh Cable Wed, 2014-11-12 11:18, aborda este assunto e sugere que a pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia pode ter implicações para outras indústrias. Segundo ele apertar as mãos de um funcionário de hospital no final de sua mudança de turno pode ser uma má ideia.

De acordo com a pesquisa os trabalhadores do hospital que lidam com pacientes lavam as mãos com menos frequência, à medida que a jornada de trabalho se prolonga, provavelmente porque as exigências do trabalho esgotam as reservas mentais que eles necessitam para seguir as regras. Hengchen Dai, um candidato a Ph.D.  na Universidade da Pensilvânia, liderou uma equipe de pesquisa que analisou durante  três anos 4157 dados de lavagem das mãos dos profissionais de saúde em 35 hospitais norte-americanos. Os pesquisadores descobriram que "as taxas de cumprimento de lavagem das mãos" caiu em uma média de 8,7 pontos percentuais desde o início até o final de um turno típico de 12 horas. O declínio no cumprimento foi ampliado pelo aumento da intensidade de trabalho.

"Assim como o exercício repetido de músculos leva à fadiga física, o uso repetido de recursos executivos (recursos cognitivos que permitem às pessoas controlarem seus comportamentos, desejos e emoções) produz um declínio na capacidade de auto regulação de um indivíduo", escreveram os pesquisadores.

Mais tempo de folga entre os turnos pareceu  restaurar os recursos executivos dos trabalhadores, uma vez que seguiram o protocolo de lavagem das mãos com mais cuidado depois de descansos mais longos.

"Empregos exigentes têm o potencial para energizar os funcionários, mas a pressão pode fazê-los se concentrar mais em manter o desempenho em suas tarefas primárias (por exemplo, a avaliação do paciente,  distribuição de medicamentos), especialmente quando eles estão fatigados", disse Dai. "Para os cuidadores hospitalares, a lavagem das mãos pode ser vista como uma tarefa de baixa prioridade e, portanto, menos importante ao longo da jornada de trabalho."

Lavar as mãos em hospitais tem demonstrado redução de infecções e economia de dinheiro.

Em 09 de julho 2013 o Ministério da Saúde/ Anvisa/ Fiocruz lançou o Protocolo integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente:

Anexo 01: PROTOCOLO PARA A PRÁTICA DE HIGIENE DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE Com a seguinte finalidade e abrangência:

Finalidade

Instituir e promover a higiene das mãos nos serviços de saúde do país com o intuito de prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), visando à segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados aos pacientes.

Abrangência

Este protocolo deverá ser aplicado em todas os serviços de saúde, públicos ou privados, que prestam cuidados à saúde, seja qual for o nível de complexidade, no ponto de assistência.

Entende-se por Ponto de Assistência, o local onde três elementos estejam presentes: o paciente, o profissional de saúde e a assistência ou tratamento envolvendo o contato com o paciente ou suas imediações (ambiente do paciente).

O protocolo deve ser aplicado em todos os Pontos de Assistência, tendo em vista a necessidade de realização da higiene das mãos exatamente onde o atendimento ocorre. Para tal, é necessário o fácil acesso a um produto de higienização das mãos, como por exemplo, a preparação alcoólica. O Produto de higienização das mãos deverá estar tão próximo quanto possível do profissional, ou seja, ao alcance das mãos no ponto de atenção ou local de tratamento, sem a necessidade do profissional se deslocar do ambiente no qual se encontra o paciente.

O produto mais comumente disponível é a preparação alcóolica para as mãos, que deve estar em dispensadores fixados na parede, frascos fixados na cama / na mesa de cabeceira do paciente, nos carrinhos de curativos / medicamentos levados para o ponto de assistência, podendo também ser portado pelos profissionais em frascos individuais de bolso.

 os 5 momentos para higienização das mãos

Meus 5 momentos

Fonte:

1. SEGURANÇA DO PACIENTE EM SERVIÇOS DE SAÚDE Higienização das mãos Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa Copyright © 2009 Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

2. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MÜLLER

SERVIÇO DE CONTROLE INFECÇAO HOSPITALAR

3. AVALIAÇÃO PRÁTICA DA LAVAGEM DAS MÃOS PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM ATIVIDADES LÚDICO-EDUCATIVAS PRACTICAL EVALUATION OF HAND WASHING BY HEALTH PROFESSIONALS THROUGH PLAYFUL-EDUCATIVE ACTIONS Kátia Liberato Sales Scheidt* Manoel de Carvalho**

4. QUALIDADE DA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS DE PROFISSIONAIS ATUANTES EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

Lindsay LOCKSa, Josimari Telino LACERDAb, Elonir GOMESc, Ana Claudina Prudêncio SERRATINEc

5.  http://ehstoday.com/health/study-hospital-workers-wash-their-hands-less-frequently-toward-end-shift

6. http://enfermagem-amoreiracampos2011.blogspot.com.br/2011/10/higienize-suas-maos.html

7. http://saude.ig.com.br/bemestar/e+dia+de+lavar+as+maos/n1237608889140.html

8. http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacao_maos/manual_integra.pdf

As imagens publicadas no blog da Minasseg Consultoria são extraídas de buscas realizadas na internet, sem nenhuma autorização específica para utilizá-la. Se alguma foto for de sua propriedade e caso você deseje sua remoção ou o registro de sua autoria, por favor, entre em contato que prontamente lhe atenderemos.

 

 
Avalie esta postagem:
2

Copyright

© ©Minasseg Consultoria autoriza a cópia e compartilhamento desse artigo, desde que seja citada a fonte: www.minassegconsultoria.com.br

Continuar lendo
2328 Hits