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AIDS: brasileiros desprevenidos!

AIDS: brasileiros desprevenidos!

Atualmente há no país cerca de 734.000 pessoas convivendo com HIV e Aids, o correspondente a 0,4% da população brasileira. Desse total, 80% tiveram a doença diagnosticada, de modo que um em cada cinco não sabe que é portador do vírus.

 Um levantamento conduzido pelo Departamento de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Editora Abril, que edita VEJA, revelou que a imensa maioria dos brasileiros sabe como o vírus é transmitido e como se proteger, mas muita gente ainda dispensa o uso do preservativo e não tem o costume de fazer o teste de HIV.

Pesquisa de comportamento: AIDS

clique e acesse a pesquisa completa Pesquisa Atitude Abril - Aids

Agora, discriminar é crime no Brasil !

 Foi publicada no Diário Oficial a Lei nº 12.984, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, que torna crime em todo o País a discriminação dos portadores de HIV e doentes de aids. A partir de agora, é crime punível com reclusão de até quatro anos e multa as seguintes condutas discriminatórias contra as pessoas que vivem com HIV/aids em razão da sua condição de portador ou de doente:

I - recusar, procrastinar, cancelar ou segregar a inscrição ou impedir que permaneça como aluno em creche ou estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado;

II - negar emprego ou trabalho;

III - exonerar ou demitir de seu cargo ou emprego;

IV - segregar no ambiente de trabalho ou escolar;

V - divulgar a condição do portador do HIV ou de doente de aids, com intuito de ofender-lhe a dignidade;

VI - recusar ou retardar atendimento de saúde. 

A nova lei federal vem ao encontro da Resolução nº 1.665, de 7 de maio 2003, do Conselho Federal de Medicina, e da Lei Estadual de São Paulo nº 11.199, de 12 de julho de 2002, sancionada pelo governador Geraldo Alckmin. No Estado de São Paulo, já entendia-se ser discriminação:

I - solicitar exames para a detecção do vírus HIV ou da AIDS para inscrição em concurso ou seleção para ingresso no serviço público ou privado;

II - segregar os portadores do vírus HIV ou às pessoas com AIDS no ambiente de trabalho;

III - divulgar, por quaisquer meios, informações ou boatos que degradem a imagem social do portador do vírus HIV ou de pessoas com AIDS, sua família, grupo étnico ou social a que pertença;

IV - impedir o ingresso ou a permanência no serviço público ou privado de suspeito ou confirmado portador do vírus HIV ou pessoa com AIDS, em razão desta condição;

V - impedir a permanência do portador do vírus HIV no local de trabalho, por este motivo;

VI - recusar ou retardar o atendimento, a realização de exames ou qualquer procedimento médico ao portador do vírus HIV ou pessoa com AIDS, em razão desta condição;

VII - obrigar de forma explícita ou implícita os portadores do vírus HIV ou pessoa com AIDS a informar sobre a sua condição a funcionários hierarquicamente superiores. 

 AIDS e o Trabalhador: informação contra o preconceito 

O assunto AIDS normalmente é tratado em reuniões curtas de segurança, Diálogos de Segurança normalmente implantados nas empresas e que funciona como um sistema corriqueiro de se passar informações para os trabalhadores de uma maneira simples e direta, nas SIPATs e nas palestras normalmente previstas no PCMSO. Mas, essas ações são ainda pouco eficazes, pois a grande maioria dos trabalhadores tem carência de informações de forma continua, o que gera o preconceito e a falta de cuidados. A pesquisa acima citada, mostra isso. A maioria dos entrevistados são trabalhadores.

Recentemente o MTE O Ministério do Trabalho e Emprego, em 11/12/2014, publicou uma Portaria nº 1.927 no Diário Oficial da União, fixando orientações para combater a discriminação de pessoas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Aids nos locais de trabalho. A portaria estabelece regras para cumprimento da Recomendação 200 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada em 2010, devendo ser aplicada para proteção de todos os trabalhadores e em todos os locais de trabalho, inclusive estagiários, aprendizes, voluntários e pessoas à procura de emprego, abrangendo todos os setores da atividade econômica, incluindo os setores privado e público e as economias formal e informal, forças armadas e serviços uniformizados. 

 Segundo a norma, o ambiente de trabalho deve ser seguro e salubre, a fim de prevenir a transmissão do HIV no local de trabalho. Quando existir a possibilidade de exposição ao HIV no local de trabalho, os trabalhadores devem receber informação e orientação sobre os modos de transmissão e os procedimentos para evitar a exposição e a infecção. As medidas de sensibilização devem enfatizar que o HIV não é transmitido por simples contato físico e que a presença de uma pessoa vivendo com HIV não deve ser considerada como uma ameaça no local de trabalho.

 Comissão de Prevenção – A portaria cria, no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego, a Comissão Participativa de Prevenção do HIV e Aids no Mundo do Trabalho (CPPT – Aids), com o objetivo de desenvolver esforços para reforçar as políticas e programas nacionais, inclusive no que se refere à segurança e saúde no trabalho, ao combate à discriminação e à promoção do trabalho decente, bem como verificar o cumprimento da norma. Segundo Vasconcelos, além de representantes governamentais, de empregadores e de trabalhadores, a comissão terá a participação de representantes de organizações de pessoas vivendo com HIV ou de entidades de prevenção da Aids, da entidade nacional de medicina do trabalho e de entidades associativas relacionadas aos direitos trabalhistas.

Fontes:

- http://www.brasilpost.com.br/jovem-soropositivo/agora-discriminar-e-crime-no-brasil_b_5440368.html

http://www.brasilpost.com.br/2014/11/14/atitude-abril-aids-pesqui_n_6160582.html?utm_hp_ref=atitude-abril

http://portal.mte.gov.br/imprensa/mte-amplia-combate-a-discriminacao-por-hiv-e-aids-no-trabalho.htm

imagem: https://www.facebook.com/minsaude/photos/pb.175330465818911.-2207520000.1422724089./853405384678079/?type=3&theater

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Você sabe lavar as mãos? Um hábito simples, que pode salvar vidas!

Você sabe lavar as mãos? Um hábito simples, que pode salvar vidas!

Lavar as mãos é um hábito simples que previne doenças e reduz infecções. Assim, promove a segurança não só de pacientes e profissionais da saúde, mas também de toda a população. Cuidados básicos para evitar doenças como gripe, inclusive a Gripe A (vírus H1N1), conjuntivite, diarreia infecciosa e as chamadas infecções hospitalares ou infecções relacionadas aos serviços de saúde.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta. 

 

Quando se deve lavar as mãos?

o ideal é lavar as mãos sempre que: 

- a mão estiver visivelmente suja; 
- pegar no dinheiro (como ele passa de mão em mão, pode carregar bactérias);
- mexer em bebês (a resistência dos pequenos ainda não está completa, por isso, o cuidado é necessário); 
- antes de comer; 
- usar o banheiro - antes e depois;
- mexer em animais; 
- usar transporte público (imagine quantas pessoas não tossiram e depois seguraram na barra do ônibus);
- usar o telefone público; 
- cozinhar.

Não há fórmula mágica: bastam água limpa e sabonete. No entanto, há uma maneira correta de higienizar as mãos: é necessário esfregá-las, lavar o dorso e entre os dedos.

Lavagem correta das mãos

 

Segundo a orientação da Organização Mundial de Saúde, a lavagem das mãos deve durar de 40 a 60 segundos, o equivalente a cantar duas vezes "Parabéns a você".

Lavagem das mãos

Atenção, profissionais da saúde !

 

As infecções relacionadas à assistência à saúde constituem um problema grave e um grande desafio, exigindo dos responsáveis pelos serviços de saúde ações efetivas de prevenção e controle. Tais infecções ameaçam tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde, acarretar sofrimentos e resultados em gastos excessivos para o sistema de saúde.

As mãos dos profissionais da área de saúde, quando não higienizadas adequadamente podem carrear grande quantidade de microrganismos entre pacientes, para equipamentos médico-cirúrgicos ou ainda para medicamentos e alimentos, proporcionando condições favoráveis à infecção hospitalar.

As mãos são consideradas as principais ferramentas dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois é através delas que eles executam suas atividades. Assim, a segurança dos pacientes, nesses serviços, depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos desses profissionais.

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, sendo a pele um possível reservatório de diversos germes, que podem ser transferidos de uma superfície para outra, pelo contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.

Mesmo a higienização sendo, comprovadamente, uma importante medida para o controle da IH, as mãos dos profissionais de saúde continuam sendo a fonte mais frequente de contaminação e disseminação. Existem várias razões para dificultar a adoção das recomendações de lavagem das mãos, nos níveis individual, grupal ou institucional, que envolvem complexidade dos processos de mudança comportamental.

Num estudo intitulado “Trabalhadores hospitalares lavam as mãos com menos frequência ao final de turno” publicado na revista HSE EHS Today por Josh Cable Wed, 2014-11-12 11:18, aborda este assunto e sugere que a pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia pode ter implicações para outras indústrias. Segundo ele apertar as mãos de um funcionário de hospital no final de sua mudança de turno pode ser uma má ideia.

De acordo com a pesquisa os trabalhadores do hospital que lidam com pacientes lavam as mãos com menos frequência, à medida que a jornada de trabalho se prolonga, provavelmente porque as exigências do trabalho esgotam as reservas mentais que eles necessitam para seguir as regras. Hengchen Dai, um candidato a Ph.D.  na Universidade da Pensilvânia, liderou uma equipe de pesquisa que analisou durante  três anos 4157 dados de lavagem das mãos dos profissionais de saúde em 35 hospitais norte-americanos. Os pesquisadores descobriram que "as taxas de cumprimento de lavagem das mãos" caiu em uma média de 8,7 pontos percentuais desde o início até o final de um turno típico de 12 horas. O declínio no cumprimento foi ampliado pelo aumento da intensidade de trabalho.

"Assim como o exercício repetido de músculos leva à fadiga física, o uso repetido de recursos executivos (recursos cognitivos que permitem às pessoas controlarem seus comportamentos, desejos e emoções) produz um declínio na capacidade de auto regulação de um indivíduo", escreveram os pesquisadores.

Mais tempo de folga entre os turnos pareceu  restaurar os recursos executivos dos trabalhadores, uma vez que seguiram o protocolo de lavagem das mãos com mais cuidado depois de descansos mais longos.

"Empregos exigentes têm o potencial para energizar os funcionários, mas a pressão pode fazê-los se concentrar mais em manter o desempenho em suas tarefas primárias (por exemplo, a avaliação do paciente,  distribuição de medicamentos), especialmente quando eles estão fatigados", disse Dai. "Para os cuidadores hospitalares, a lavagem das mãos pode ser vista como uma tarefa de baixa prioridade e, portanto, menos importante ao longo da jornada de trabalho."

Lavar as mãos em hospitais tem demonstrado redução de infecções e economia de dinheiro.

Em 09 de julho 2013 o Ministério da Saúde/ Anvisa/ Fiocruz lançou o Protocolo integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente:

Anexo 01: PROTOCOLO PARA A PRÁTICA DE HIGIENE DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE Com a seguinte finalidade e abrangência:

Finalidade

Instituir e promover a higiene das mãos nos serviços de saúde do país com o intuito de prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), visando à segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos nos cuidados aos pacientes.

Abrangência

Este protocolo deverá ser aplicado em todas os serviços de saúde, públicos ou privados, que prestam cuidados à saúde, seja qual for o nível de complexidade, no ponto de assistência.

Entende-se por Ponto de Assistência, o local onde três elementos estejam presentes: o paciente, o profissional de saúde e a assistência ou tratamento envolvendo o contato com o paciente ou suas imediações (ambiente do paciente).

O protocolo deve ser aplicado em todos os Pontos de Assistência, tendo em vista a necessidade de realização da higiene das mãos exatamente onde o atendimento ocorre. Para tal, é necessário o fácil acesso a um produto de higienização das mãos, como por exemplo, a preparação alcoólica. O Produto de higienização das mãos deverá estar tão próximo quanto possível do profissional, ou seja, ao alcance das mãos no ponto de atenção ou local de tratamento, sem a necessidade do profissional se deslocar do ambiente no qual se encontra o paciente.

O produto mais comumente disponível é a preparação alcóolica para as mãos, que deve estar em dispensadores fixados na parede, frascos fixados na cama / na mesa de cabeceira do paciente, nos carrinhos de curativos / medicamentos levados para o ponto de assistência, podendo também ser portado pelos profissionais em frascos individuais de bolso.

 os 5 momentos para higienização das mãos

Meus 5 momentos

Fonte:

1. SEGURANÇA DO PACIENTE EM SERVIÇOS DE SAÚDE Higienização das mãos Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa Copyright © 2009 Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

2. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JÚLIO MÜLLER

SERVIÇO DE CONTROLE INFECÇAO HOSPITALAR

3. AVALIAÇÃO PRÁTICA DA LAVAGEM DAS MÃOS PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE EM ATIVIDADES LÚDICO-EDUCATIVAS PRACTICAL EVALUATION OF HAND WASHING BY HEALTH PROFESSIONALS THROUGH PLAYFUL-EDUCATIVE ACTIONS Kátia Liberato Sales Scheidt* Manoel de Carvalho**

4. QUALIDADE DA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS DE PROFISSIONAIS ATUANTES EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

Lindsay LOCKSa, Josimari Telino LACERDAb, Elonir GOMESc, Ana Claudina Prudêncio SERRATINEc

5.  http://ehstoday.com/health/study-hospital-workers-wash-their-hands-less-frequently-toward-end-shift

6. http://enfermagem-amoreiracampos2011.blogspot.com.br/2011/10/higienize-suas-maos.html

7. http://saude.ig.com.br/bemestar/e+dia+de+lavar+as+maos/n1237608889140.html

8. http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizacao_maos/manual_integra.pdf

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Afinal, o que são agrotóxicos?

Afinal, o que são agrotóxicos?

O que são agrotóxicos?

São substâncias utilizadas para combate de pragas (como insetos, larvas, fungos, carrapatos) e para controle do crescimento de vegetação, entre outras funções.

 Quando este termo passou a ser usado no Brasil?

O termo agrotóxico, ao invés de defensivo agrícola, passou a ser utilizado no Brasil a partir da Constituição Federal de 1988, sendo esta modificação fruto de grande mobilização da sociedade civil organizada.

Mais do que uma simples mudança de terminologia, este termo coloca em evidência a toxicidade desses produtos para o meio ambiente e para a saúde humana (FUNASA, 1998).

 Como os agrotóxicos são conhecidos popularmente?

 

Popularmente, os agrotóxicos são também chamados de venenos, remédios, defensivos ou pesticidas.

 

Onde são utilizados os agrotóxicos?

A maior utilização dos agrotóxicos é na agricultura. São também utilizados na saúde pública (controle de vetores), no tratamento de madeira, no armazenamento de grãos e sementes, na produção de flores, no combate a piolhos e outros parasitas no homem e na pecuária (SVS, 1997).

O Brasil está entre os principais consumidores mundiais de agrotóxicos.

 Quais são as principais categorias profissionais expostas aos agrotóxicos?

Entre os grupos de profissionais que têm contato com os agrotóxicos, destacam-se (FUNASA, 1998):

·       Trabalhadores da agricultura e pecuária.

·       Trabalhadores de saúde pública.

·       Trabalhadores de firmas desinsetizadoras.

·       Trabalhadores de transporte e comércio dos agrotóxicos.

·       Trabalhadores de indústrias de formulação de agrotóxicos.

 

 NOTA: Entre os agricultores, a exposição aos agrotóxicos pode ocorrer de diversas formas, desde a manipulação direta (preparo das “caldas”, aplicação dos produtos) até através de armazenamento inadequado, do reaproveitamento das embalagens, da contaminação da água e do contato com roupas contaminadas (MEYER et al., 2003; BRITO et al., 2006).

 

 

Existe uma cartilha que orienta produtores sobre o uso consciente de agrotóxicos, você sabia?

Cartilha sobre Agrotóxicos - ANVISAClique e acesse a cartilha sobre agrotóxicos da ANVISA

Quais outros grupos têm risco aumentado de intoxicação por agrotóxicos?

Os familiares dos agricultores e os vizinhos de locais nos quais o agrotóxico é aplicado. Além disso, toda a população tem a possibilidade de sofrer intoxicação, seja através da ingestão de água e alimentos contaminados ou da utilização de inseticidas em sua residência etc.

 Quais são as vias de penetração dos agrotóxicos?

A exposição aos agrotóxicos pode ocorrer pelas vias digestiva, respiratória, dérmica ou por contato ocular (THUNDIYIL et al., 2008), podendo determinar quadros de intoxicação aguda, subaguda e crônica.

 

Os agrotóxicos podem gerar câncer?

 

A exposição aos agrotóxicos pode ser considerada como uma das condições potencialmente associadas ao desenvolvimento do câncer por sua possível atuação como iniciadores – substâncias capazes de alterar o DNA de uma célula, podendo originar o tumor – e/ou como promotores tumorais – substâncias que estimulam a célula alterada a se dividir de forma desorganizada (KOIFMAN; HATAGIMA, 2003).

O longo tempo entre a exposição a cancerígenos e o início dos sintomas clínicos dificulta o estabelecimento do nexo causal entre a exposição aos agrotóxicos e o desenvolvimento de câncer. Isso se deve à etiologia multifatorial do câncer (genéticos, ambientais e modos de vida); à utilização de muitos princípios ativos de agrotóxicos alternados ou concomitante ao longo do período de exposição; a diferentes frequências de exposição a fatores protetores (como frutas e verduras) e agravantes, como o tabaco (INCA, 2006).

 Quais são as principais categorias de agrotóxicos quanto à sua ação e ao grupo químico ao qual pertencem?

 

Tipo de ação (Classe)

Principais grupos químicos

Exemplos (produtos/substâncias)

 

Inseticidas (controle de insetos, larvas e formigas)

Organofosforados

Azodrin, Malathion, Parathion, Nuvacron, Tamaron, Hostation, Lorsban

Carbamatos

Carbaryl, Furadan, Lannate, Marshal

Organoclorados1

Aldrin, Endrin, DDT, BHC, Lindane

Piretróides (sintéticos)

Decis, Piredam, Karate, Cipermetrina

Fungicidas (combate aos fungos)

Ditiocarbamatos

Maneb, Mancozeb, Dithane, Thiram, Manzate

Organoestânicos

Brestan, Hokko Suzu

Dicarboximidas

Orthocide, Captan

 

Herbicidas (combate à ervas daninhas)

Bipiridílios

Gramoxone, Paraquat, Reglone, Diquat

Glicina substituída

Roundup, Glifosato

Derivados do ácido fenoxiacético

Tordon, 2,4-D, 2,4,5-T 2

Dinitrofenói

Bromofenoxim, Dinoseb, DNOC

Pentaclorofenol

Clorofen, Dowcide-G

 1.     Seu uso tem sido progressivamente restringido ou mesmo proibido em vários países, inclusive no Brasil.
  2.      A mistura de 2,4-D com 2,4,5-T representa o principal componente do agente laranja, utilizado como desfolhante na Guerra do Vietnã. Fonte: FUNASA, 1998; Peres, 1999; ANVISA, 2005

 

O que são inseticidas do tipo organoclorados?

São agrotóxicos de lenta degradação, com capacidade de acumulação nos seres vivos e no meio ambiente, podendo persistir por até 30 anos no solo. São altamente lipossolúveis e o homem pode ser contaminado não só por contato direto, mas também através da cadeia alimentar – ingestão de água e alimentos contaminados (VERDES et al., 1990; REIGART; ROBERTS, 1999).

 Quais são os efeitos dos organoclorados sobre a saúde humana?

 Intoxicação aguda irritabilidade, sensação de dormência na língua, nos lábios e nos membros inferiores, desorientação, dor de cabeça persistente (que não cede aos analgésicos comuns), fraqueza, vertigem, náuseas, vômitos, contrações musculares involuntárias, tremores, convulsões, coma e morte. Em caso de inalação, podem ocorrer sintomas como tosse, rouquidão, edema pulmonar,  broncopneumonia e taquicardia (SVS, 1997; MATOS et al, 2002).

 Intoxicação crônica: alterações no sistema nervoso, alterações sanguíneas diversas, como aplasia medular, lesões no fígado, arritmias cardíacas e lesões na pele (SVS, 1997).

 Carcinogênese: a IARC classifica alguns organoclorados como pertencentes ao grupo “2B” (possivelmente cancerígeno para a espécie humana). O DDT, por exemplo, pertence a este grupo por estar associado ao desenvolvimento de câncer de fígado, de pulmão e linfomas em animais de laboratório. Outros organoclorados pertencentes ao grupo 2B são Clordane, Heptacloro, Hexaclorobenzeno, Mirex (IARC, 2009). O endossulfam é um inseticida e acaricida  do grupo dos organoclorados que ainda é comercializado no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem propondo a reavaliação deste químico, visando à sua proibição no país, por se mostrar como risco à saúde humana, incluindo potencial carcinogênico (ANVISA, 2009a).

 O que são inseticidas do tipo Organofosforados e Carbamatos?

São agrotóxicos amplamente utilizados na agricultura e podem ser absorvidos por inalação, ingestão ou exposição dérmica (FELDMAN, 1999). Após absorvidos, são distribuídos nos tecidos do organismo pela corrente sanguínea e sofrem biotransformação, principalmente no fígado. A principal via de eliminação é a renal (MATOS et al., 2002).

 Quais são os efeitos dos Organofosforados e Carbamatos sobre a saúde humana?

 Intoxicação aguda: as intoxicações agudas por carbamatos podem levar a sinais e sintomas que incluem diarreia, náusea, vômito, dor abdominal, salivação e sudorese excessivos, visão borrada, dificuldade respiratória, dor de cabeça, fasciculações musculares (ELLENHORN, 1997). Para os OF, os sinais e sintomas de intoxicação aguda podem ser divididos em três estágios (ELLENHORN, 1997):

 

·  Leve: fadiga, dor de cabeça, visão borrada, dormência de extremidades, náusea, vômitos, salivação e sudorese excessivos.

·   Moderada: fraqueza, dificuldade para falar, fasciculação muscular, miose.

·   Severa: inconsciência, paralisia flácida, dificuldade respiratória, cianose.

 O que são inseticidas do tipo Piretroides?

 Tiveram seu uso crescente nos últimos 20 anos e, além da agropecuária, são também muito utilizados em ambientes domésticos (MATOS et al., 2002; TRAPÉ, 2005), nos quais seu uso abusivo vem causando aumento nos casos de alergia em crianças e adultos (FUNASA, 1998).

São facilmente absorvidos pelas vias digestiva, respiratória e cutânea. Os sintomas de intoxicação aguda ocorrem principalmente quando sua absorção se dá por via respiratória. São compostos estimulantes do sistema nervoso central e, em doses altas, podem produzir lesões no sistema nervoso periférico (MATOS et al., 2002; SVS, 1997).

 Quais são os efeitos dos Piretroides sobre a saúde humana?

 Intoxicação aguda: os principais sinais e sintomas incluem dormência nas pálpebras e nos lábios, irritação das conjuntivas e mucosas, espirros, coceira intensa, manchas na pele, edema nas conjuntivas e nas pálpebras, excitação e convulsões.

Intoxicação crônica: segundo MATOS et al. (2002), não estão descritas evidências de toxicidade crônica com o uso de piretroides. Outros autores, como Trapé (2005), citam alguns efeitos de exposições de longo prazo: neurites periféricas e alterações hematológicas do tipo leucopenias.

 Carcinogênese: os piretroides parecem não estarem associados ao desenvolvimento de câncer. A IARC classifica os agrotóxicos deltametrina e permetrina no grupo 3 (não carcinogênicos para o homem).

 Qual o uso dos herbicidas?

 São usados no controle de espécies não desejadas no campo e para realização de “capina química”. Nas últimas duas décadas, esse grupo tem tido sua utilização crescente na agricultura.

 Os herbicidas podem ser cancerígenos?

Existem várias suspeitas de mutagenicidade, teratogenicidade e carcinogenicidade relacionadas a esses produtos. Dentre os herbicidas, alguns grupos químicos merecem atenção especial pelos efeitos adversos à saúde.

 Quais são os efeitos dos herbicidas sobre a saúde humana?

 Bipiridílios (Paraquat) – este produto é considerado como um dos agentes de maior toxicidade específica para os pulmões. Pode ser absorvido por ingestão, inalação ou contato com a pele. Provoca lesões hepáticas, renais e fibrose pulmonar irreversível, podendo levar à morte por insuficiência respiratória em até duas semanas após a exposição, em casos graves (FUNASA, 1998; MATOS et al., 2002).

 Glicina substituída (glifosato) – comercializado principalmente com os nomes Glifosato ou Roundup, é o herbicida mais utilizado nos Estados Unidos e no mundo (COX, 2004). Seu uso se dá na agricultura de grande porte, mas também na agricultura familiar, sendo considerado por muitos agricultores e agrônomos como um produto quase “inofensivo” ao homem (SILVA, 2007).

Sintomas de exposição ao glifosato incluem irritação dos olhos, visão borrada, erupções cutâneas, náusea, inflamação ou dor de garganta, asma, dificuldade para respirar, dor de cabeça e vertigens.

 Triazinas – São herbicidas muito persistentes no ambiente e consideradas contaminantes ambientais importantes, principalmente poluente de ambientes aquáticos (PestNews).

 Derivados do ácido fenoxiacético – um dos principais produtos é o 2,4 D, muito usado no país em pastagens e plantações de cana-de-açúcar.

O quadro de intoxicação aguda dos derivados do ácido fenoxiacético inclui: cefaleia, tontura, fraqueza, náuseas, vômitos, dor abdominal, lesões hepáticas e renais. Casos graves podem apresentar convulsões, coma e podem evoluir para óbito em 24 horas.

 Quais são as principais medidas de controle em relação aos agrotóxicos?

Considerando seu potencial cancerígeno a longo prazo e intoxicante a curto prazo, a atitude mais adequada é não utilizar agrotóxicos. Proteções individuais ou barreiras locais não impedem que a substância atinja lençóis freáticos e atue em áreas muito distantes da original. Outros veículos importantes são o solo e o ar contaminado. Dessa forma, as medidas de controle são paliativos que devem ser adotados num período determinado, tendo em conta que uma política maior de proibição do uso e estímulo a culturas livres de agrotóxico precisam ser implantadas nas regiões.

 Quais são as principais medidas de controle paliativas que não podem ser desprezadas?

 

·           Não comer, beber ou fumar durante o manuseio e aplicação do(s) produto(s).

·            Não desentupir bicos, orifícios e válvulas dos equipamentos com a boca.

·           Quando aplicar os agrotóxicos, observar a direção dos ventos (aplicar contra o vento). Não aplicar os produtos na presença de ventos fortes.

·            Não aplicar os produtos nas horas mais quentes do dia.

·            Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI), conforme indicação do produto a ser utilizado.

·            Indispensável o uso de luvas impermeáveis e botas de borracha.

·            Trocar e lavar as roupas de proteção separadamente de outras roupas não contaminadas.

·            Tomar banho imediatamente após o contato com os agrotóxicos.

·            Manter os equipamentos individuais e as embalagens de agrotóxicos adequadamente fechadas, em local trancado, fora da casa e longe do alcance de crianças e animais.

·            Não reutilizar as embalagens vazias.

·            Não queimar, enterrar ou jogar nos rios as embalagens vazias de agrotóxicos. Informe-se sobre como devolvê-las em sua comunidade ou município.

 Fonte:

 

Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Coordenação de Prevenção e Vigilância. Vigilância do câncer relacionado ao trabalho e ao ambiente/ Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. 2e. rev. atual. – Rio de Janeiro: INCA, 2010.

 
Imagem: http://www.drvictorsorrentino.com.br/o-que-voce-deveria-saber-sobre-os-agrotoxicos-em-seu-alimento/
 
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